Um tapa na cara do status Quo!
Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de outubro de 2013

Reativando

Nossa! Quanto tempo se passou desde o último poema? Desde o último acorde triste? Desde a última cena de drama gratuito? Desde o último protesto? Estava com saudade disso aqui. É uma pena que a vida atribulada não me permitirá estar postando como gostaria. Mas na medida do possível postarei coisas novas nesse espaço. Quero voltar a fazer resenhas de discos. tenho um plano audacioso de colocar as 50 músicas e os 50 discos mais marcantes da minha vida. Vamos ver no que isso vai dar. Acompanhem agora um poema feito em homenagem a aqueles que amam passionalmente. Até a próxima.

domingo, 8 de julho de 2012

ESTOU VIVO!


Olá pessoal como estão? Bem,estive meio afastado do blog.O motivo? Último ano de curso! A monografia começou a me tirar o sono. Passei a me engajar em outras atividades, como na organização do "Sai de casa rock", um evento de bandas undergorund que tem tudo para fazer mais sucesso no futuro, na produção do meu fanzine jardim atômico,que breve pretendo postar por aqui e no processo de gravação do disco rancores da minha banda Cianeto. mas quero que saibam que isso aqui não morreu. E que tenho muitos poemas novos prontos e em andamento para postar por aqui. Agradeço pela paciência. fiquem ligados!   

domingo, 29 de janeiro de 2012

A quem interessar

Olá camaradas. Cheguei aos mais de 50 posts nesse bagulho aqui. Mas o fato é que ando meio ocupado para escrever e meio desmotivado também. Nessas horas é bom uma folga. E também estou envolvido em outras ações, como a criação do meu fanzine e os ensaios para a gravação do disco da minha banda. O tempo para se pensar em bons temas e ser mais cuidadoso na feitura dos poemas tem ficado muito restrito. Por isso, vou passar um tempo sem postar por aqui.

Não acabou! É apenas um tempo para recarregar as baterias e desocupar das muitas atribuições que ando tendo nos últimos tempos. Provavelmente eu continuarei postando coisas mais antigas minhas. De qualquer forma breve estarei na ativa de novo.

Abraços a todos que param para se envenenar por aqui.

Breve sairá o fanzine do blog! Aguarde!

domingo, 26 de junho de 2011

Pequena nota 2


Olá pessoal, será se sentiram a minha falta?
Hoje eu nem estou a fim de ser rude como de costume. Ando meio cansado até para parecer grosso. Talvez nas férias, com a pilhas recarregadas...quem sabe. Estou de volta para vos dizer quatro avisos: Tive muitos contratempos nos últimos tempos e percebi que neles é que minha inspiração para escrever se nutre, então prefiro exercitar o meu cérebro nesses momentos. Não é que eu não consiga fazer um bom poema quando estou feliz, a questão é que eu ainda não me sinto a vontade para escrever sobre as cores, a alegria de viver, sem que isto pareça extremamente ridículo, entende? Este tabu um dia cairá... ou talvez eu não queira mesmo que ele caia... A segunda coisa é mais a título de informação. A meus fiéis leitores, um pequeno presente: Dois poemas na íntegra, sendo que um é uma singela homenagem a minha amiga Gabi, como havia prometido. Ela tem uma história de vida massa e resolvi retratar um pouco da minha convivência com ela. Espero que ela goste. Se ela não gostar...bem, eu tentei né? paciência....kkkkkk. Tomei as tarjas pretas hoje. Por isso estou tão calmo...hahahaha. O segundo poema entra no terceiro aviso, que visa algo meio ambicioso. Comecei a pensar em fazer isso a uns dias atrás. Vou criar 11 ou 12 poemas conceituais sobre a história de um garoto que não consegue entender o mundo e seus sentimentos para com os outros que o cercam. O primeiro poema inclusive, é uma das minhas poucas tentativas de falar de amor, e ainda assim ficou meio pesado, meio Horror Show...Esse é meu estilo de escrita, espero que vocês compreendam. Quem sabe este não é o início de um futuro álbum solo? hahahaha. Talvez um dia essa profecia se realize. E a quarta novidade diz respeito a volta das resenhas de discos. Até agora só fiz uma de um álbum do Social Distortion. Quando minhas férias começarem, prometo que volto ao projeto.
Bem, por enquanto é isso. 

Aproveitem bastante.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Pequena nota

Olá bastardos! espero que estejam mal. Essa semana tem sido bem produtiva. Andei fazendo letras demais. E vou estar postando esses dias algumas pérolas, sem mais explicar os significados de cada música. Vou deixar o seu cérebro de barata pensar sobre o que estou escrevendo. deve haver algum miolo que preste perambulando nessa sua cabeça oca certo?  mas não me interprete como ateu, anticristo ou qualquer outra nomenclatura bizarra que sei que gostaria que te chamassem. Coloquei abaixo mais uma letra que estará na demo da minha banda e nas próximas horas estarei postando mais 3 ou quatro para que vcs digam que está horrível certo? Não se preocupe com meu vocabulário podre. dele cuido eu. Preparem-se para embarcar na continuação do show de horrores que é meu Blog.
Fodam-se.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Amargo Movimento Estudantil



Pretensiosamente e desafortunadamente, resolvi escrever sobre o nosso falecido movimento estudantil, morto desde o fim da ditadura militar, que mesmo naquele espírito de fúria e renovação ainda foi produto de mera especulação e massa de manobra, mostrando que temos um longo caminho rumo a alguma mudança objetiva. Mas eu sei que você, infame leitor faz parte dessa safra juvenil totalmente despreocupada e desprovida de debate político... Acertei não foi? No mínimo devem sair palavras da sua boca tipo: “Cara, analisa a sociedade daquela época e vê a sociedade hoje em dia... os valores mudaram, as motivações são outras, vivemos em paz e temos um sistema democrático e representativo a nosso dispor.” Bem, no mínimo você deve viver em uma caverna ou em algum castelo de marfim extremamente opressor, onde o seu diálogo com algum filósofo, sua paixão bizarra pela cadeia alimentar ou sua dieta intelectual a base de equações matemáticas não tem te deixado prestar muita atenção no seu próprio habitat natural. “O homem é um animal político”. Quem foi o imbecil que disse isso? Se ele estivesse vivo em nossa era e bebendo da água da nossa realidade talvez ele dissesse: O homem é um animal desprovido de raciocínio para ser político. Com certeza ele deve estar se retorcendo no túmulo, puto com o rumo que as crianças que vão fazer o nosso futuro estão resolvendo seguir.
Mas deixando um pouco de lado as minhas teorias sobre o que eu acho que você deve estar pensando nesse presente momento, criatura das trevas, vou começar a pautar a minha fala no título do meu texto e analisar o Movimento estudantil em si, a começar por explicar o título do meu pequeno texto: Porque Amargo movimento Estudantil? Ora, essa é uma resposta tentadoramente prática e eu vou mostrar na ótica de como um “marxista sem leitura” se comporta e analisar as possibilidades de conjuntura e estrutura numa postura autoritária “Preta no Branco”. Só para tirar onda. Não posso? O nosso movimento e nossas representações em nível de esfera administrativa não brincam com a gente todos os dias? Pois é. Utilizando do meu determinismo, vejo que atualmente o militante desse pseudo-movimento estudantil tem dois caminhos: Um deles explica o título, que é a amargura. Muitos ficam tão decepcionados que a fisionomia se mostra bem decaída, o discurso se torna apático e paranoico, como se de repente o mundo estivesse conspirando contra... Postura muito comum na ala da esquerda, que já tem discurso de fracassado por já achar que vai perder e por nunca sair do cogitar para forjar alguma mudança com ações. “Vamos marcar a reunião para deliberar a próxima discussão”... Eles terminam se enforcando no debate em que tanto prezam, teorizando em círculos, sem nem pensar em sair do lugar. Sinceramente falando, tenho medo de entregar o poder à oposição, porque a inexperiência de nunca ter estado no poder pode pesar lá na frente. Será que entre essa “juventude do debate” existe alguém capaz de em um momento de crise segurar as rédeas da situação? Desculpe-me (se não quiser me desculpar, foda-se), mas se novas Heloísas, Plínios, Marinas ou Eneas nascerem eu realmente temo pelo futuro de minha pátria já tão pouco idolatrada. Até porque termos como “luta de classe” já estão tão batidos... E propagados a partir de leituras de rodapé ou recorte e cole da internet, vulgarizando a figura de nosso quase papai Noel Marx e o confundindo com Lênin, Stalin e outros filhos da puta que nada fizeram além de implantar uma filosofia armamentista autodestrutiva, um camuflado discurso de igualdade que na verdade é um culto escancarado a miséria, além de opressão e medo, ao inibirem as liberdades individuais.
Mas calma, leitor da esquerda transtornado com o que eu digo! Eu não guardei palavras de descontentamento somente para vocês... Não precisam ser tão gulosos! Tem para todo mundo aqui.  
Existe ainda um segundo caminho para os nossos atuantes militantes! Para toda oposição existe uma situação certo? A respeito desse braço do governo na universidade, surge o segundo tipo de estudante engajado: Este forma o conhecido “bloco da pipoca”, trupe detestável e alienada. Detentores de grande parte do eleitorado forjado nas cachaças e calouradas da vida, esse grupo é grotesco ao aceitar os sucessivos abusos de todas as frentes possíveis, primeiramente por não preparar politicamente o seu eleitor nem a sua futura prole aliada, (penso eu que se os jovens que entram na universidade hoje passam por um processo de conscientização política e têm real acesso ao itinerário e ao que esses diretórios realmente acreditam muito desse público jovem abandonaria a causa dessas arapucas governistas), para um debate, onde pegando o exemplo do meu estado, temos um líder com a voz de comando e uma meia dúzia de asseclas para conduzir a “boiada” e sem essa poderosa voz dos fracos e oprimidos, o debate perde força e ganha requintes de baixaria. Assista o CONEUFPI* e ateste o que eu digo: mais parece que ali estão se formando animais do zoológico que seres humanos, cidadãos conscientes de seu papel na sociedade. Seus protestos e mobilizações não passam de atrativos por parte das lideranças para se estar conseguindo popularidade e mais amigos no Orkut. Levam carro, caixa de som, faixas, mas a movimentação fica só no grito ao vazio. Você vai escutar na minha terra coisas do tipo “obrigado a todos que participaram desse ato aí galera, para agradecer, mais tarde quero ver todo mundo no espaço do diretório para a mais VIP das festas”.  No fim de tudo, todos voltam para suas casas apitando, com as faces manchadas de tinta guache e cheios de si, como se tivessem acabado de salvar o mundo ou que tivessem cumprido a missão de suas vidas, os desígnios do fervoroso demônio do ego que cada um tem guardado em sua mente, quando na verdade são apenas a chacota da toda poderosa força tarefa que acompanha o homem que entrega títulos de “Sir” a homens que inventaram obras fantasmas e maternidade para baratas e ratos, excelentíssimo senhor Rei Thor! E tem uma frase grudada em suas costas dizendo: “O rei sou eu,beije minha bunda”.
Acho que o pior erro dessa ala governista é justamente digerir tudo o que o governo se propõe a fazer. No último congresso dos estudantes vimos a “vaqueira” ordenhando sua bem comportada boiada a levantar os crachás e apoiarem a UNE**. Maldita merda de representação estudantil! Por isso nunca se pode confiar em democracia representativa. Esses fuleiros não sabem nem que eu existo! Como eles podem representar a mim? Eles arrancam meu rosto e colocam o deles por cima como se eu estivesse contente com tudo isso. De pouco mais de 19 mil estudantes, uns 3 mil se interessam em participar ativamente(cooptados em sua grande maioria pelo chamado festivo do DCE), daí você tira o porque da esquerda ser tão incompetente e a direita ser tão eficaz, pois a primeira sequer consegue resolver as diferenças dentro de seu próprio eixo, enquanto a segunda procura atingir gente sem muita experiência, por ser mais influenciável e homogeneíza toda uma postura de pensamento, afinal, são poucos os interessados em pensar em alguma coisa mesmo... “Não pense, deixe que fulano de tal pense por você”. A esquerda deveria empregar os seus recursos para fazer a cabeça desses 16 mil alunos e não tentar tirar o osso dos que já foram fichados pelos métodos não ortodoxos do reacionarismo regional. E pode esperar um aumento expressivo na carteira de estudante e mais negligência em relação ao aumento das passagens de ônibus...
Em relação aos projetos do governo como o Prouni a opinião é de cada um. Eu concordo com quem diz que como está sendo feito agora não está certo. O que acontece é um inchaço nas universidades e o aumento da quantidade de cursos sem ao menos haver a consolidação de um espaço físico para a boa manutenção dos mesmos. Superlotação das salas de aula, superfaturamento de obras, falta de professores ou sobrecarga de trabalho ao já escasso corpo docente e o sucateamento em geral das instituições públicas tanto na cidade quanto no interior, como temos a nossa “falida”... Digo, “querida” Uespi , enquanto mantemos  outros jovens em instituições privadas, que vão mamando gulosamente nas tetas do Estado. Não é que não deva existir um projeto assistencialista do governo, mas eu entendo que o projeto que tramita em nossa realidade precisa ser reavaliado. Mas esse é pano para outro debate.
Dentre outras questões que desejo ressaltar, um erro que vejo dentro dessa mobilidade política de nossa juventude é a grande dependência tanto da oposição, quanto a situação da “luz guia” dos partidos políticos. Todo mundo sabe, mas todo mundo finge que não vê que o bolo está entre duas facas tendenciosas e autoritárias com seus participantes: A faca que consome a maior parte do bolo responde pela UJS (vulgo PSOL), e a faca da marca ANEL, responde pelo PSTU, fica com as sobras ralas da partilha. Não é que TODOS os militantes da situação sejam do PSOL ou que TODOS os militantes da oposição sejam do PSTU, mas é fato que as lideranças mais poderosas são dessas duas frentes. Esse é um problema sério, pois o que vem acontecendo é que muita gente vem deixando de pensar por si próprio para seguir a cartilha de bandeira política, comprando uma briga que muitas vezes nem diz respeito a situação vivida. Tenho uma história interessante partindo da ala da esquerda, que tanto fala em comunismo e igualdade de direitos e viu na pele como é perder o controle das propostas de campanha. Nos meus tempos de Centro Acadêmico estava acontecendo a eleição para Diretório central quando recebemos a visita da chapa que se orgulhava em ser oposição. E riram muito da nossa postura “anarquista” de não acreditar em nenhum pacto com nenhum partido político que seja por acreditarmos que iria suprimir nosso direito universal de pensar e imaginar construir a instituição em que dedicamos grande parte de nossos neurônios e esperanças do futuro do zero.  Imaginaram que isso era se abster,  que não existe esse papo de meio termo, “ou você é bolchevique ou você é”...entende? Essa postura radical voltou-se contra o bloco em formação: O partido queria mais além de mera aliança com o estudante universitário da chapa. Queria também a supressão do que havia sido deliberado e impor propostas que a sua cúpula estaria redigindo. Foi assim que eu entendi. Azar de quem achar que estou viajando. Tanto é que uma das cabeças da chapa, quase quis sair por conta dessas confusões, que mais adiante foram resolvidas. Mas nesse clima de descontrole e desunião entre as alianças que formam a base, dificilmente esse grupo irá deslumbrar algo além de alguns pontos estratégicos em centros acadêmicos... (espaços inclusive cada vez mais reduzidos, por conta desses atritos que muitas vezes caem no campo da pessoalidade).
Os porquinhos da situação se utilizam melhor da atribuição partidária. Mais parecem saídos daqueles filmes norte-americanos em que vemos alguns personagens transbordando popularidade, simbolizadas em gritinhos ensandecidos em tons de ofensa atacando diretamente a família e até a quarta geração da genealogia do seu opositor. Vi uma vez no debate uma garota caloura reclamar que a discussão estava caindo na trivialidade, que o que estava sendo debatido era o básico para fazer funcionar o congresso. Era retórica idiota do tipo “deve ter CONEUFPI todos os anos?” Algo tão óbvio que até entendi como criaturas caricatas como o Tiririca conseguiram se tornar deputados. “Acho que não precisa nem saber escrever” pensei naquele momento. Só sei que uma louca da chapa da situação rosnou algo do tipo: “E o que é que uma caloura sabe sobre movimento estudantil?” Realmente nada saberia, se fosse depender do debate político da universidade. Mas existem outras formas alternativas de se entender conjunturas, caso a colega encrenqueira não saiba. Não sei no que a grande gama de meios de comunicação poderia ajudar nesse caso... (ironia, mode on). Bem, o fato é que vejo um discurso pseudo-revolucionário de alguns que compõem a chave mestre do apoio ao estado, dizerem lutar pelos estudantes... Quando na verdade apóiam a UNE, que ultimamente está encharcada com o dinheiro público, em que suas reuniões anuais são um antro para drogas, sexo explícito, vandalismo nas escolas sede e um teatro com os bonecos do governo que compulsivamente levantam seu crachá de “delegado biônico” para tudo o que a nossa amada democracia extremamente despreocupada com o que pensamos considera relevante. O discurso dessa laia tem muita popularidade nos meios de comunicação, de onde as lideranças tiram espaço para mostrar suas campanhas falhas contra o sistema e a ameaça imperialista e truculenta da reitoria, para se estabelecer enquanto forte rosto representativo do debate ping pong da juventude leviana e despreocupada com os assuntos políticos de seu próprio interesse, apoiados pelo partido que entra como trampolim para uma candidatura e a posteriori uma vaga na câmara dos vereadores, dando continuidade ao ciclo vicioso da hipocrisia ideológica e da indiferença aos anseios da juventude, vendidos pela bagatela de se arranjar na vida com a possibilidade de se lidar com mais dinheiro que o caixa sem fundo do diretório... E a luta, onde fica?
Bem crianças, tudo o que eu disse aqui não passa de uma pequena ponta do iceberg em que o navio desgovernado da elite política estudantil vai sendo direcionado, para se espatifar de vez. Espero mesmo ter ofendido muita gente, que se sentiu premiada com meu delicioso veneno. Tomara que tais indivíduos se retorçam de ódio em suas masmorras egocêntricas e venham dizer que estou errado. Pelo menos as facções que empunham o debate vão conhecer da maneira mais grosseira suas limitações e se sentirão realmente incomodadas com isso, mesmo não querendo aceitar ou acatar um discurso de mudança ou ao menos de reformulação. Esquerda e direita são quimeras criadas por lideranças no intuito puxar mais soldados para que estes emprestem sua coragem e dedicação para aclamarem indivíduos ao topo do altar, estimulando-os a abdicar de seu próprio rosto e de sua individualidade para se confundir com uma massa que finge pensar toda igual. Se você prefere continuar se enganando com discursos enlatados e decorados de rodapés de grandes pensadores, vá em frente bastardo, continue se enganando e enchendo tua mente de lixo.
ANARQUIA SEMPRE!
      

     

domingo, 5 de dezembro de 2010

"Um Músico" ou "Prefácio para Os 10 melhores discos de Punk Rock que considero".



Depois de ver tanta merda que os caras escrevem por aí em outros blogs, resolvi que se eles têm espaço para estar colocando as atrocidades deles nesse espaço infecto e tendencioso que é a internet, eu também posso fazer isso. E como admirador e conhecedor de muitas bandas que tem o rótulo Punk rock, me acho no direito não de dizer se artista X é mais Punk que artista Y, mas de ao menos tentar postar os discos que marcaram e me ajudaram a me tornar o que sou hoje: Alguém que está sempre questionando sobre a vida, um eterno insatisfeito, alguém que entende que como as coisas estão expostas está totalmente errado. E nessa  pequena brincadeira que me propus a fazer,acho que é interessante mostrar antes das resenhas, o que eu penso sobre a música, para que você , leitor  desprovido de discernimento, entenda porque escolhi esse ao invés daquele disco. Digo assim porque sempre tem aquele palhaço que não concorda e critica o gosto de quem escreve. Quero desdejá deixar bem claro que são MEUS gostos, ok?
Bem posso começar afirmando sem medo que meu entendimento sobre política, filosofia, religião está na música, que sempre me exerceu um fascínio e agiu como um exorcismo aos meus demônios. A lição mais valorosa que aprendi com a mesma é de que ela carrega um pouco da vida de quem a faz.  O músico guarda umpouco dessa essência por entre seus dedos, em suas baquetas ou em sua voz. Contemplo a música como quem contempla um ser vivo em formação. e como tal devemos entender que ela pode sim ser morta, pois quem a faz tem pleno poder pra isso. Tudo depende do que o criador considera como mais importante: Fazer música porque existe um sentimento naquilo, porque você quer se divertir ou fazer as pessoas refletirem ou fazer música em um molde de plástico ao lado de uma maleta de dólares e uma estante de prêmios. Quando eu faço uma música, eu não me importo se milhares de pessoas vão ouvi-la: Se você já consegue fazer alguém parar para te ouvir, se você ajuda a resolver um problema de alguém, se você faz uma pessoa se encontrar de alguma forma no seu “Caos harmônico”, se você ajuda a formar opinião e estimular o grito entalado na garganta do conformado, você conquista o maior de todos os presentes, o mais intenso dos orgasmos. Não digo que não deva existir dinheiro nisso tudo. E é claro que tem e deve ter. Vivemos no capitalismo e eu não sou hipócrita de achar que hoje podemos viver fora dele, mas o problema surge quando você transforma diversão ou tudo aquilo em que você acredita se resume em caixa registradora gigante, e dentro dela você faz um riff ou uma rima pensando como um economista, imaginando os benefícios a curto e em longo prazo, pensando em quantas pessoas idiotas vão ir ao seu show, copiando seus cabelos ou as suas roupas folgadas, consumindo o melhor da sua casca, e o pior de sua criatividade, que nem sua mais é,ela torna-se um subproduto dos sintetizadores e dos produtores/copiadores espalhados pelos grandes nomes da indústria fonográfica. Imagine-se na situação dessas bandas da moda e o legado ridículo para as gerações futuras. “Não vamos pensar o mundo, vamos criar um maravilhoso mundo de faz de conta, em que sangue é chocolate e o amor é prensado em latas de sardinha”. Música não se faz assim. Tem todo um romantismo em relação à diversão nesse processo. E eu não aguento mais ver a minha amante ser esquartejada todos os dias por um bando de açougueiros que se dizem músicos. Meu ouvido e meu espírito até onde sei, não são depósitos de lixo e nem playground para experimentações e clichês baratos.
Então é isso, tendo em vista essa “minha palestra” sobre a música espero que tenham entendido o que aprecio em um trabalho desse tipo. No próximo post, estarei resenhando o primeiro dos 10 discos que guardo na minha gaveta ”tenha ou morra”. Espero que gostem. Se a preguiça deixar eu posto até links para download.
Até mais.

sábado, 20 de novembro de 2010

Uma Cantiga de desastre

Bem, como todo poeta que se preze, eu faço poesia(novidaaaaaaaaaade!). Eu tenho uma banda de punk rock, que penso eu é a mais underground do mundo! Pouquíssima gente conhece(acho que umas 20), por ainda não termos nada gravado. Ela inspirou o nome desse blog. Cianeto, como esse blog surgiu para romper com o status quo e falar um pouco das mazelas que vivo ou presencio no meu cotidiano. A seguir, vocês conhecerão um pouco da minha loucura particular, em alguns poemas, que na verdade, são letras que serão aproveitadas num futuro próximo. Apreciem, odeiem, roubem a ideia, sei lá. A seguir, postarei, uma letra chamada "Tendenciosa". Deixo a interpretação a seu critério, odioso leitor. Não espere um Soneto de Camões, sou muito severo na escrita. Lirismo, estética, vê se você encontra tudo isso lá na Puta que pariu, ok?.
Abraços Libertários a todos e todas. 

O Forjar de Um Poeta


Bem, “eu não vou ficar aqui tentando escrever para vocês uma espécie de” manual de instruções” de como ser um poeta, apesar de que o título em uma primeira análise pareça bem sugestivo. Já que o blog é meu, as palavras saíram da minha mente e tenho uma liberdade incomum ,diferente do que vejo em outros centros com seus impérios de institucionalização, posso tocar essa bagaça como bem entender, caso não goste, ponha-se daqui para fora, ok?
Não creio que a poesia precise de um referencial. Cara, tem gente que ler Shakespeare e já quer  ser um Shakesperiano, ler Drummond, quer ser drummoniano, ler Marx, quer ser um marcxiano...kkkkkk(sim, foi idiota, foda-se).  Esse é um forjar, um constituir-se bem ridículo, no pior sentido da palavra. É como se estivesse pagando alguém que não é você para fazer o seu trabalho. É coisa de gente que não quer sujar as próprias mãos com o sangue da criatividade pessoal. Penso que todos nós temos referenciais na vida, temos influências e heróis, crenças e preconceitos, (aquele que não tem preconceito, pra mim não é humano, ou é o messias cristão), mas não é procurar dar uma espécie de continuidade a obra ou as ações deles... Que tal começar a pensar em uma história em que você é o ator principal, dono dos versos, das rimas, da erudição, ser a fonte primária do esdrúxulo e do inimaginável, da angústia ou de outros sentimentos ou motivações que te fazem escrever, caramba? São essas as fontes de inspiração que imortalizam uma obra. Não digo que não deve existir influência, até porque seria muita pretensão de minha parte falar isso. A influência aparece no que escrevemos, mas discretamente, inconsciente, ali, oculto, como se não se fizesse presente. Não é algo que deve ser exposto como um prêmio entende?E é justamente isso que diferenciaPoetas” de poetasP maiúsculo, animal?). (entendeu o
A atitude de inovar parte por esse pressuposto de você tentar ser você mesmo. A graça está (pelo menos para mim) no fim do seu trabalho, quando este será divulgado ou lido por alguém, e esse alguém se encontrar naquilo que você escreve. É gratificante. Você se sente vivo por estar projetado na vida de outras pessoas. A graça disso tudo é VOCÊ SER A REFERÊNCIA, não abarcar sempre as costas de alguém que tu julgas como um gênio. A genialidade é apenas um resultado espetacular de alguém que resolveu ir contra o que já é convencional, cristalizado, contra o falido e o legitimado, entende? As conquistas só surgem com o seu devido valor quando encontramos as dificuldades e dedicamos nossas vidas, corpo e alma no intuito de transcendê-las. Entenda que o ser humano adora um desafio e o fato de ele estar vivo até hoje, tem haver com a constante superação desses desafios, rompendo com a perspectiva do que era considerado impossível de se conquistar.   
Então é isso. Faça seu sistema de poesia, foda com as rimas ou valorize as mesmas, xingue bastante ou explore a beleza do seu eu lírico, faça cantigas de amor ou de desastre, seja um pouco egoísta no que escreve ou demonstre sua vontade de salvar o mundo. O importante é que essas coisas devem sair de você, devem ser questões apontadas pelas recrudescências da sua alma, de suas inspirações e instigações sobre o que te motiva ou te corrompe.
Tenho Dito.
Vive filho da mãe! Não vai achar que o outro é o máximo que você pode chegar...
Anarquia sempre.

sábado, 6 de novembro de 2010

O que é "Ser punk"?



Cara, vivo pensando sobre isso. No fim das contas talvez não passe de um rótulo idiota de xiitas que parecem ser jurados de algum “show business”, por dizerem, “oh, aquilo é o punk, aquilo não é, sei lá, são bichas” (nada contra os homossexuais, não me entendam mal)... Segregações, rótulos, são merdas que as tradições impõem, para mais na frente assimilar até “subprodutos” intragáveis como o ódio. O Punk será alguma “elite” marginal de esgoto ou coisa do tipo? Ou será alguma aberração da natureza que veste calças verde catarro, cantam sobre amores enlatados e dizem tocar um som HC? Para essas duas posturas acho que mostraria o meu traseiro.
Prefiro acreditar na minha experienciação pessoal. Que tal começar com uma conspiração de um? Se não procuramos nem ao menos entender as nossas querelas pessoais, como julgar a mentalidade do outro por mais grotesca e estúpida que pareça? Sabe como é: você é jovem, fracassado, inadaptado, solitário, feio e inconformado com as injustiças do cotidiano. Você é tratado como um borrão, um homem sem face, o melhor do pior molde. Você procura fazer o melhor que pode, mas é ridicularizado. E vive em um contexto social de constante cobrança por resultados, como se fossemos engrenagens vivas, investimentos orgânicos ou coisa parecida. A rotina é um “caos geral mental”. Você toma nojo de frases tipo: “Não há nada que você possa fazer para mudar isso, são as normas, você deve apenas obedece-las”, ou então “O mundo não é do jeito que você quer”. Já imaginou o que seriam as ciências como a história, sem personagens que de acordo com suas motivações (nem sempre se valendo de ortodoxias cristãs, ou baboseiras do tipo) buscassem um drástico realce em seu “habitat”. Ou será que somos formigas ou abelhas operárias, que entendem seu papel hierárquico dentro de uma sociedade e apenas seguimos em frente sem questionar, cientes de que o papel é aquele, como se já tivéssemos um destino escrito em um alfarrábio de uma entidade que come poeira cósmica em algum canto remoto deste prisma de vidro que é o universo.      
O “ser punk” (cabe o clichê) é a voz da mudança, dos fracassados e incompreendidos, o caminho para o recomeço. E porque não recomeçar regurgitando de volta ao mundo aquilo que ele nos obriga a digerir todos os dias? O que há de errado em começar do zero, ou usar o ódio de maneira construtiva? Na música, no teatro, no fanzine? Não é crime ser pessimista. Não é crime não ter religião. Crime penso eu, é esse falso moralismo em que estão as nossas lindas instituições falidas: as famílias, porque essa suposta “moral” que vigora é apenas um holograma de perfeição e que não permite um espírito de ruptura com a disposição social em que vivemos que todo o dia sacrifica sonhos, se utilizando até de boas intenções para se fazer o mal. Então já que é assim, porque não fazer o mal com boas intenções?  Não creio que sou um criminoso por ser iconoclasta ou algum tipo de transgressor, seja de linguagem, comportamento ou o que quer que seja sabe?
Penso que não é se segregar da cultura vigente, até porque se queremos desenvolver um espírito crítico sobre o mundo em que vivemos precisamos vivenciá-lo; mas é ao mesmo tempo não permitir que o que você pensa ou o que você sente se torne uma atitude consumível. Não existem verdades absolutas, ducados indestrutíveis, impérios impenetráveis; O que existem são preconceitos, estereótipos forjados em vidas sem estilo e em estilos sem vida. O que deveria ser percebido é a ideia de libertação, ou pelo menos a tentativa de fuga rumo a essa libertação. É não permitir em hipótese nenhuma que um ideal seja cristalizado. Entender que são posturas, condutas que se entrelaçam com a própria forma de viver. Se não há um pouco de sua própria vida, do seu conceito a cerca da civilidade, da compreensão global e da dinâmica individual das coisas que te cercam,penso eu (questione o que estou dizendo se quiser porra!) não é possível fazer algo verdadeiramente sincero. Vão continuar sendo apenas códigos de postura, um prato cheio para a construção de novas tradições. Não é seguir manuais de instrução, mas incentivar a subjetividade de cada um. Liberdade para pensar não tem preço. A vida é uma constante mudança de mentalidade. E a mudança de mentalidade é o primeiro passo para uma mudança de contexto. Esse é o brotar de uma nova identidade, um encontro com o um nicho mais justo, a coragem que falta para muitos para se fazerem vivos perante as pessoas e as coisas que elas fazem. A constante mudança de opinião é o que move o ser humano a lutar por dias melhores. E por fim viver aquilo que acredita e não se apropriar de um resquício de ideal embalado para presente, com prazo de validade e código de barra. Tenho dito.
Voltando ao início, é ver que “no fim das contas” (rererere), Punk é só um clichê para o homem que questiona e que tem um forte senso crítico em relação aos dogmas que costumam dizer o que é certo e errado na sociedade. Você não nasce “Punk”, você não sai dizendo “sou Punk”, você simplesmente vive, sem nomenclaturas, éticas ou filosofias premeditadas.
E viva a Liberdade de expressão!
Se não gostou do que leu, foda-se, vai fazer teu blog e as tuas reflexões.  
Até.