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Um tapa na cara do status Quo!
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Os 10 melhores discos de Punk Rock que considero-Indestructible




Como versa a faixa Fall Back Down o Rancid necessitava fazer de uma "coisa ruim uma coisa boa". O ano de 2003 trouxe para a banda alguns problemas. Tim Armstrong assinava o pedido de divórcio de Brody Dalle, a banda sofria com acusações de "vendida" pelo contrato com uma major (o famigerado contrato de distribuição com a warner) e outras querelas colocaram a banda numa seara de associações e situações desagradáveis. Mas com a gravação de Indestructible, o Rancid mostra que independente de qualquer tipo de atrito e duvida, sabem tirar um bom som e proveito das situações, por pior que pareçam. Eles começam acertando no encarte. Ótimos comentários sobre as canções, onde eles não se abstém de falar o que inspirou o trabalho.(Apesar de que inúmeras referências a separação de Armstrong poderiam ser encontradas rapidamente, mesmo sem as informações.). Tanto se fala no aclamado "And Out Come The Wolves" como obra prima da banda, mas este que vos escreve acredita que pela linearidade na qualidade de suas faixas e pelo conteúdo de suas letras este é o melhor trabalho do Rancid, por mesclar em si todas as influências da banda da melhor forma possível. Hardcore, ska, baladas pop e até coisas de rap, são encontradas no decorrer do disco. A faixa Red Hot Moon, um dos singles, teve participação do rap de Skinhead Hob dos transplants.  O vocal melancólico de Armstrong e as composições são um atrativo a parte. Não acredita? escute Start now e se apaixone pelos refrões, riffs grudentos e pela mensagem de paz apontada na canção. Armstrong mostra que é um excelente vocalista de estúdio e que o fim do casamento lhe concedeu grande criatividade. Além disso, cabe destacar  a já aclamada execução do trabalho de Matt Freeman nas linhas de baixo, sobretudo na já citada "Fall Back Down", onde ele mostra porque é considerado um dos maiores baixistas punk em atividade, sem grandes rivais a altura. Seu vocal fez muita falta nesse registro. Lars merece o crédito por trazer referências de sua experiência com os bastards, evidentes na crua faixa "David Courtney".
A banda aproveitou para abusar de elementos musicais de apoio como teclados, sopros e backings convidados. O teclado ska de Tropical London é um exemplo de como a banda soube aproveitar novos artifícios sem perder a pegada que os consagra. Django, Ivory Coast, Out of Control e Otherside, são as canções mais diretas, de harmonia Ramônica e cadência street punk pra tirar qualquer desavisado do marasmo. A grande surpresa, fica em torno de "Arrested in Shangai", uma balada com um excelente teclado ska e um toque oriental na musicalidade. Talvez o ponto baixo, a faixa menos boa por assim dizer seja a "Memphis", cantada como um rap lamuriento e absurdamente pop que lembra os transplants. Felizmente, Ghost Band vem em seguida com um combo feliz que traz em seu bojo um harmonia rock 'n' roll maluca na guitarra e os vocais meio fantasmagóricos de Tim, e rapidamente o gás perdido é recuperado. A melhor música do registro fica com a explosão suja e a ótima crítica ao estilo de vida inerente ao capitalismo selvagem presente em "Born Frustrated". É imperdível!
Enfim, sobre esse registro ressalto que muito embora tenha tido uma aceitação positiva, a meu ver, ainda aparece como um trabalho subestimado por fãs e críticos de música. É uma obra prima, ainda mais se formos avaliar como estão minando com a criatividade, o peso e o caráter destrutivo, corrosivo e crítico do rock de uma maneira geral nos dias de hoje. Desejo vida longa ao Rancid!   
Ficha Técnica:

   

Indestructible
Álbum de estúdio de Rancid
Lançamento
19 de Agosto de 2003
Gravação
2002 - 2003
Gênero(s)
Punk rock
Duração
51:24
Formato(s)
CD - LP
Gravadora(s)
Hellcat Records
Epitaph Records
Produção
Brett Gurewitz





·  "Indestructible" – 1:36

·  "Fall Back Down" – 3:43

·  "Red Hot Moon" (Armstrong/Aston/Frederiksen/Reed) – 3:36

·  "David Courtney" – 2:44

·  "Start Now" – 3:05

·  "Out of Control" – 1:41

·  "Django" (Armstrong) – 2:25

·  "Arrested in Shanghai" – 4:11

·  "Travis Bickle" – 2:16

·  "Memphis" – 3:25

·  "Spirit of '87" (Armstrong/Carlock/Frederiksen) – 3:22

·  "Ghost Band" – 1:37

·  "Tropical London" – 3:01

·  "Roadblock" (Armstrong/Frederiksen/Reed) – 1:58

·  "Born Frustrated" – 2:56

·  "Back Up Against the Wall" – 3:20

·  "Ivory Coast" – 2:19

·  "Stand Your Ground" – 3:24

·  "Otherside" – 1:52

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os 10 melhores discos de Punk Rock que considero- "Against The Grain"-Bad religion

Mais uma vez, não cumpri os prazos que estabeleci para  poemas e resenhas de discos. Não tem problema. Sei que você é curioso e vai ler, por mais tosco que esteja a minha escrita. Você é como uma hiena que avista a carne podre:Vai sempre voltar, rastejando entre lama, sangue, carcaça e perigos até encher seu estômago de dejetos.bem,aqui tem mais um animal abatido em decomposição para você. Finalmente terminei a resenha de um de meus álbuns favoritos. Delicie-se,faça o download (o link estará no fim da resenha),ou se é daqueles que gostam de ter o disco original,o encarte,compre. Acredito que compensa gastar uma grana (que nem é tanta assim) de modo bem aplicado. Fiquem com o texto abaixo queridas hienas,e comentem sempre que quiserem. Eu não vivo de suas críticas inúteis, mas vocês são garantia de boas risadas. Até breve. 
Político, debochado, irônico, obscuro, iconoclasta, ativista... Esses são só alguns dos adjetivos que caracterizam bem este álbum. Juntamente com Suffer e No Control, forma a tríade de ouro da banda, de onde saíram clássicos que influenciaram 11 entre 10 bandas de postura Punk e hardcore dessa safra do fim dos anos 80 até os dias atuais, este incrível álbum refinou com muita erudição e sinceridade, muitos debates sobre o mundo e o sentido de existir do ser humano, refletindo com propriedade nossas ações, diferindo assim em muitos aspectos de bandas de hardcore de pensamento engessado em clichês anticapitalistas ou anárquicos. Se não acredita no que eu digo, escute com atenção a música “Modern man, que além de sua beleza rítmica, iniciada com um solo curto e suculento, nos faz parar para refletir sobre o nosso caráter autômato, patético e autodestrutivo, que escolhemos para acomodar nossas vidas. Você encontrará críticas  fortes e precisas. Metáforas que nos comparam a um “exemplo de lixo baseado em carbono!” são comuns e muito fieis ao nosso estrato social. Nesse disco, falando numa perspectiva sonora, acredito que a banda chaga a apoteose. A intrigante faixa “Anesthesia”, a meu ver é a melhor música não só do álbum, mas de todas que a banda já fez. 
O trato com a religiosidade é uma característica marcante, fazendo importante ressaltar que a banda não é satânica ou qualquer similaridade do gênero. Cada integrante tem a sua concepção sobre Deus bem definida, sendo que na banda existem ateus, agnósticos e crentes na existência de um todo poderoso. As músicas “God Song” e “Faith Alone” criticam a meu ver um deus criado pela justiça ineficiente dos homens. As instituições religiosas é que são atingidas pelas pedradas harmônicas do grupo, que nunca quis criar um exército de ateus, mas simplesmente destacar e criticar o que parece errado na hipócrita casa de deus na terra.
A moral tradicional das famílias também é profundamente atingida com a raivosa “21 Century Digital boy”, que mais parece um tratado saído da boca de algum profeta revolucionário, que define a sociedade dos dias atuais como indivíduos que acreditam em tudo o que a televisão mostra e não buscam pensar por si mesmos, passivos as piores adversidades como o mundo de desigualdades sociais de “Misery And famine, tão familiarizado com a nossa rotina.
O ativismo e a preocupação com os problemas ambientais também existem no disco. “Against The Grain”, música tema que deu nome ao álbum é bem atual em relação aos maus tratos do homem para com o meio que o cerca. Musicalmente para mim é a menos boa, mas pelas minhas andanças e conversas com outros fãs, percebo que sou a minoria nesse aspecto.
Para finalizar é dizer que quem não ouviu não sabe o que está perdendo e subestima o poder e o estrago que três acordes e músicas de um minuto podem causar. É mais um da coleção “tenha ou morra.” Deve morar em seu armário e em sua playlist. Não existe um manual sobre como ser um Punk, mas tenho certeza que milhares de pessoas que participam de cenas e militâncias políticas pela causa, se inspiraram nas belas metáforas e críticas sociais deste disco. É aprendizagem e diversão garantidas.

FICHA TÉCNICA
NOME DO ÁLBUM: “Against The Grain”
ARTISTA: Bad religion
SELO: Epitaph Records
DATA DE LANÇAMENTO: 23de novembro de 1990
FORMAÇÂO:  Greg Graffin-Vocal/ Brett Gurewitz-Guitarra,vocal de apoio/ Greg Hetson - Guitarra/ Jay Bentley-baixo, vocal de apoio/ Pete Finestone-bateria.

FAIXAS DO DISCO: 1-"Modern Man" - 1:58/ 2-"Turn on the Light" (Gurewitz) - 1:24/ 3-"Get Off" - 1:43/ 4-"Blenderhead" (Gurewitz) - 1:12/ 5-"The Positive Aspect of Negative Thinking" (Bentley) - 0:57/ 6-"Anesthesia" (Gurewitz) - 3:04/ 7-"Flat Earth Society" (Gurewitz) - 2:23/ 8-"Faith Alone" - 3:40/ 9-"Entropy" - 2:24/ 10- "Against the Grain" - 2:09/ 11-"Operation Rescue" - 2:08 / 12-"God Song" - 1:38 /13-"21st Century (Digital Boy)" (Gurewitz) - 2:50/14- "Misery and Famine" - 2:35/15-"Unacceptable" (Hetson, Bentley) - 1:44/16-"Quality or Quantity" - 1:34/17-"Walk Away" (Gurewitz) - 1:52.


Link para download: http://www.mediafire.com/?i0wdne9q8u7(copie e cole o link na URL)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Os 10 melhores discos de Punk Rock que considero- "White Light, White Heat, White Trash"







Bem, como havia prometido dias atrás, vou fazer a resenha dos 10 discos de Punk Rock que estão em minha prateleira na seção “tenha ou Morra”. Mais uma vez não estou nem aí sobre o que você acha que é Punk ou não. Foram discos marcantes para mim, e como bom egoísta que sou, só a minha opinião é que conta nesse espaço entendeu?Eu resolvi começar com uma banda clássica, com mais de trinta anos de estrada e que vai lançar disco novo já no início do ano que vem: Social Distortion. Apreciem a dica. Acho que vou deixar link pra download.

“White Light, White Heat e White Trash” representou o meu primeiro contato com a banda, a exatos 4 anos atrás. Recordo-me que foi algo surpreendente, já que na época eu buscava algo mais melódico e que ultrapassasse a casa dos 3 minutos.  Foi um choque quando ouvi os primeiros acordes de “Dear lover”. A casa foi abaixo nesse dia. Lembra country, lembra Cash, lembra o verdadeiro blues dos guetos dos EUA, sem deixar de ser simples, o que demonstra a capacidade de se misturar influências e outros estilos em um modo de fazer música tão injustiçada por ser muitas vezes rotulada como algo limitado ou repetitivo. Acho que a melhor música não é aquela que o artista tem um doutorado em música, mas aquela que mesmo que os músicos não tenham o curso completo, conseguem abalar as estruturas das pessoas com aquilo que berram em seu barulho. Mas, Mike Ness e sua trupe tocam muito! E tocam Punk Rock! Não é preciso ser um músico de heavy metal para se fazer algo bom. Em relação ao disco, temos letras muito boas. Não se assuste se você encontrar frases do tipo “Isso não é nada garota, até que você tenha sentido a dor” ou “amor e morte não significam nada”. O teor do que a banda escreve beira a melancolia e o mais profundo sofrer, seja por amor, seja pelo ódio que existe intenso na relação entre as pessoas em seus cotidianos medíocres de afazeres repetitivos e deprimentes. E diferente desse amor plástico que se vê nos dias de hoje em bandas de mentalidade atrofiada, vejo nesse álbum e nesse artista um das poucas tentativas de se falar sobre amor que deram certo. EMO? "São sentimentalistas demais"... como já escutei em minhas andanças por aí... Penso que falam de amor, mas ao mesmo tempo conseguem fazer o seu protesto abarcando o social. Por acaso o amor é um sentimento inexistente na vida das pessoas? Ele pode até estar sumido e sofrendo falência múltipla dos órgãos, mas ele insiste e sobrevive em alguns, nunca morrendo de fato. E se mesmo assim você ainda não acredita que existe crítica social em uma música assim? Escuta “Down Here” (With The Rest Of Us) e veja o quanto você está errado. Entre outras faixas que merecem destaque escute a belíssima "Crown Of Thorns" e perceba como é rico falar de sentimentos, sem o uso patético de clichês ou desse colorido berrante jogado por essa fábrica de lixo tóxico que é a TV. “I Was Wrong” e “When The Angels Sing” tiveram seus vídeoclips feitos e trabalham em cima do homem e o que este considera como certo ou errado. Tais impressões que tive fazem de “White Light, White Heat e White Trash” um clássico dos anos 90(pelo menos pra mim). Que tal buscar se encontrar em um disco assim do que cair em uma tempestade de purpurina que não diz nada sobre você mesmo para variar? Ou será que você sabe que é tão ruim por dentro que tem até medo do que pode encontrar? De qualquer forma fica a dica. Aprecie o melhor da old school do Punk e, ao invés de desconstruir tudo, que tal se identificar e acreditar em alguma coisa?

FICHA TÉCNICA
NOME DO ÁLBUM: “White Light, White Heat e White Trash”
ARTISTA: Social Distortion
SELO: Epic Records
DATA DE LANÇAMENTO: 17 de setembro de 1996
FORMAÇÂO: Mike Ness-Vocal-Guitarra base/ Dennis Danell-Guitarra Solo/ John Maurer-Baixo/Chuck Biscuits-Bateria.
FAIXAS DO DISCO: 1-"Dear Lover" – 4:43/ 2-"Don't Drag Me Down" – 3:51/ 3-"Untitled" – 4:45/ 4-"I Was Wrong" – 3:58/ 5-"Through These Eyes" – 3:15/ 6-"Down on the World Again" – 3:22/ 7-"When the Angels Sing" – 4:15/ 8-"Gotta Know the Rules" – 3:28/ 9-"Crown of Thorns" – 4:15/ 10-"Pleasure Seeker" – 3:33/ 11-"Down Here (With the Rest of Us)" – 4:19/ 12-"Under My Thumb" (Mick Jagger/Keith Richards) – 2:49 [faixa bónus]