Um tapa na cara do status Quo!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mãe, más notícias

Mãe, os anos não foram bons para nós...
Não nos damos bem, quando estamos a sós!
Ainda convivemos sobre o mesmo teto
Mas estamos distantes, sem sair de perto!
 Por muito tempo eu mal opinei, só calei...
E foi com você que não mais fantasiei...
E a casa em que cresci
Em meu trabalho transformei
Apenas enfraqueci
E pouco te agradei!
Eu também não te agradeci
Por tudo que muitas vezes não mereci
Quanto a mão que quase levantei
Perdão, muito me constrangi
Mas foi o puro reflexo de tudo que ouvi (não!)
De quando renegou o dia em que eu nasci
Nunca teve a menor ideia do que eu sofri
Não quero estas blandícias
Sabe o que está fazendo?
Sim mãe, são más notícias
Eu te amo mas não te entendo...


Obs: Esse é o último poema de cunho mais pessoal . Vou dar uma pausa nessas temáticas dolorosas para mim. Não foi fácil faze-lo. Não pretendo mais falar sobre meu íntimo, de forma tão direta, pelo menos não tão cedo. Alguns amigos já estão até criticando esse meu "apego ao passado"(está mais presente e vivo do que nunca!)...Mas eu precisava desabafar esse último caso. Não espero que me entendam e nem me importo se não querem entender.(Isso foi ambíguo pra caramba!) Vou voltar com poemas de problemas sociais, que de certa forma tem sim, muito a ver com o que guardo na minha retina e tentar voltar com a roupagem que o Blog tinha em seus primórdios . Até breve leitor. 

domingo, 18 de dezembro de 2011

Meu Modo


Eu forjei minha ponte
Sobre as coisas que perdi
Atitude condizente
Junto aos que dizem que cresci
Exercito o desapego
Dou atenção a quem merece
Se constranjo o teu ego
Sei que de vergonha carece...
Ajo do meu modo!
Não aguardo o teu aceite...
Melhor se incomodo!
O teu furor é meu deleite...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Eu Poderia



Eu poderia...
Correr e te alcançar
Eu deveria
Ao menos ligar...
Próximo, porém distante
A desculpa brilhante...
Eu Poderia...
Contigo dançar
Eu tentaria...
Mas fui me afastar...
Não espero que entenda
E não quero que se ofenda
Eu não queria...
Perdoe-me pela grosseria
Nem avisei  que sumiria...
Eu sei que estou em dívida!
E maculei uma dádiva...
Você me esperou ávida
E teve o tremor de uma dúvida!
Eu poderia...
Pra você cantar
Eu nem teria...
Medo de errar
Escolhi me ouvir calar
Fazer o silêncio por mim falar...
Eu Poderia!
Não me conter!
Eu saberia!
Te satisfazer!
Mas fui saciar minha fome
Com um passado disforme
Feliz eu seria...
Não  terei  suas mãos nas minhas!
Não mais lerei tuas entrelinhas!
Eu não sustentei!
A mentira que inventei!
E até te machuquei
Mas foi a mim que eu enganei!
Eu poderia?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Adorável


E aí, está confortável?
Pareço bem amigável?
O que falo é aceitável?
Andar comigo é saudável?
Tenho sido um bom remendo?
É em mim que está pensando?
Sabe o que venho sentindo?
Se sente bem me pisoteando?
Por você eu tenho sido e agido
Como um afável bibelô!
Mas é só mais um traje medíocre 
A vestir um gigolô!
Os sapos que engulo
Te dão um bom estímulo?
A julgar por teu sibilo
Eu sei que não estou seguro...
Com você parece que jurei
Lealdade a um ditador!
Mas sou a lâmina afiada do agitador!
Vivendo do que aparente e perecível...
O teu final soa tão previsível...
E aí, eu tenho nível?
Sou alguém tragável?
Bom amigo descartável
O xulo adorável...

Voz Amiga


Não me procure mais
Já tenho companhia
Que do baralho é o Ás
A mais doce ambrósia

A voz que me toma
E meu corpo indisciplina
É chaga e hematoma
Vírus sem vacina,

Me mediquei
Te adoeci
Quase te matei!
Eu relutei
Mas te conheci!
E elucidei!
Porque dizem que enlouqueci
E fingem não te ver?
Não te ouviram cantar em mim?

O que me faz sorrir
Inverte o aceito
Não é mero souvenir
Tampouco um trejeito

Enquanto eu planejo
Viver no meu sonho
Sacio meus desejos
E não me sujo em seu ranho!

Eu escolhi
Não servir
Nem me inserir!
Eu me importei
Então suprimi
No fim nem lembrei!
Que eu era o único louco
A viver por aqui!
Por comigo mesmo interagir!

Não me leve a mal
Se eu rir em demasia
Pois flerto com a ironia
A amante ideal!

Sou deselegante
Mas dono do meu destino
Antes só acompanhado
Que junto e sozinho...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Jardim Atômico


Vivemos em um campo minado
Sem esperanças em um mundo ermo
E os frutos que temos cultivado
São os mesmos que contra nós tem voltado!
Apreciamos em céus reluzentes
O que sobrou dos sobreviventes
Não sabia que o tal mundo ideal...
Fosse um grotesco opúsculo do mal!
Contemple minha ilusão!
Teu sacrilégio faz a decoração...
Jogue fora essa cruz
E o sentido que ela tem de redenção!
Está seduzido?
Está comovido?
A luz explosiva da ogiva
Te livrará do pecado!
Você é a refeição das moscas
Que abafarão tua oração tosca!
Nem se o tempo resolver parar...
A praga do ódio não vai hesitar!
Perseguindo desejos em fatos
De civis que aos montes são executados
Você diz antever um mundo melhor...
Onde você tem andado?


Esse foi o segundo poema que escrevi na vida, tinha 14 anos...Postei em homenagem ao memorável passado da minha antiga banda que durou um ensaio. CUIAHEAD vive!...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os 10 melhores discos de Punk Rock que considero- "Against The Grain"-Bad religion

Mais uma vez, não cumpri os prazos que estabeleci para  poemas e resenhas de discos. Não tem problema. Sei que você é curioso e vai ler, por mais tosco que esteja a minha escrita. Você é como uma hiena que avista a carne podre:Vai sempre voltar, rastejando entre lama, sangue, carcaça e perigos até encher seu estômago de dejetos.bem,aqui tem mais um animal abatido em decomposição para você. Finalmente terminei a resenha de um de meus álbuns favoritos. Delicie-se,faça o download (o link estará no fim da resenha),ou se é daqueles que gostam de ter o disco original,o encarte,compre. Acredito que compensa gastar uma grana (que nem é tanta assim) de modo bem aplicado. Fiquem com o texto abaixo queridas hienas,e comentem sempre que quiserem. Eu não vivo de suas críticas inúteis, mas vocês são garantia de boas risadas. Até breve. 
Político, debochado, irônico, obscuro, iconoclasta, ativista... Esses são só alguns dos adjetivos que caracterizam bem este álbum. Juntamente com Suffer e No Control, forma a tríade de ouro da banda, de onde saíram clássicos que influenciaram 11 entre 10 bandas de postura Punk e hardcore dessa safra do fim dos anos 80 até os dias atuais, este incrível álbum refinou com muita erudição e sinceridade, muitos debates sobre o mundo e o sentido de existir do ser humano, refletindo com propriedade nossas ações, diferindo assim em muitos aspectos de bandas de hardcore de pensamento engessado em clichês anticapitalistas ou anárquicos. Se não acredita no que eu digo, escute com atenção a música “Modern man, que além de sua beleza rítmica, iniciada com um solo curto e suculento, nos faz parar para refletir sobre o nosso caráter autômato, patético e autodestrutivo, que escolhemos para acomodar nossas vidas. Você encontrará críticas  fortes e precisas. Metáforas que nos comparam a um “exemplo de lixo baseado em carbono!” são comuns e muito fieis ao nosso estrato social. Nesse disco, falando numa perspectiva sonora, acredito que a banda chaga a apoteose. A intrigante faixa “Anesthesia”, a meu ver é a melhor música não só do álbum, mas de todas que a banda já fez. 
O trato com a religiosidade é uma característica marcante, fazendo importante ressaltar que a banda não é satânica ou qualquer similaridade do gênero. Cada integrante tem a sua concepção sobre Deus bem definida, sendo que na banda existem ateus, agnósticos e crentes na existência de um todo poderoso. As músicas “God Song” e “Faith Alone” criticam a meu ver um deus criado pela justiça ineficiente dos homens. As instituições religiosas é que são atingidas pelas pedradas harmônicas do grupo, que nunca quis criar um exército de ateus, mas simplesmente destacar e criticar o que parece errado na hipócrita casa de deus na terra.
A moral tradicional das famílias também é profundamente atingida com a raivosa “21 Century Digital boy”, que mais parece um tratado saído da boca de algum profeta revolucionário, que define a sociedade dos dias atuais como indivíduos que acreditam em tudo o que a televisão mostra e não buscam pensar por si mesmos, passivos as piores adversidades como o mundo de desigualdades sociais de “Misery And famine, tão familiarizado com a nossa rotina.
O ativismo e a preocupação com os problemas ambientais também existem no disco. “Against The Grain”, música tema que deu nome ao álbum é bem atual em relação aos maus tratos do homem para com o meio que o cerca. Musicalmente para mim é a menos boa, mas pelas minhas andanças e conversas com outros fãs, percebo que sou a minoria nesse aspecto.
Para finalizar é dizer que quem não ouviu não sabe o que está perdendo e subestima o poder e o estrago que três acordes e músicas de um minuto podem causar. É mais um da coleção “tenha ou morra.” Deve morar em seu armário e em sua playlist. Não existe um manual sobre como ser um Punk, mas tenho certeza que milhares de pessoas que participam de cenas e militâncias políticas pela causa, se inspiraram nas belas metáforas e críticas sociais deste disco. É aprendizagem e diversão garantidas.

FICHA TÉCNICA
NOME DO ÁLBUM: “Against The Grain”
ARTISTA: Bad religion
SELO: Epitaph Records
DATA DE LANÇAMENTO: 23de novembro de 1990
FORMAÇÂO:  Greg Graffin-Vocal/ Brett Gurewitz-Guitarra,vocal de apoio/ Greg Hetson - Guitarra/ Jay Bentley-baixo, vocal de apoio/ Pete Finestone-bateria.

FAIXAS DO DISCO: 1-"Modern Man" - 1:58/ 2-"Turn on the Light" (Gurewitz) - 1:24/ 3-"Get Off" - 1:43/ 4-"Blenderhead" (Gurewitz) - 1:12/ 5-"The Positive Aspect of Negative Thinking" (Bentley) - 0:57/ 6-"Anesthesia" (Gurewitz) - 3:04/ 7-"Flat Earth Society" (Gurewitz) - 2:23/ 8-"Faith Alone" - 3:40/ 9-"Entropy" - 2:24/ 10- "Against the Grain" - 2:09/ 11-"Operation Rescue" - 2:08 / 12-"God Song" - 1:38 /13-"21st Century (Digital Boy)" (Gurewitz) - 2:50/14- "Misery and Famine" - 2:35/15-"Unacceptable" (Hetson, Bentley) - 1:44/16-"Quality or Quantity" - 1:34/17-"Walk Away" (Gurewitz) - 1:52.


Link para download: http://www.mediafire.com/?i0wdne9q8u7(copie e cole o link na URL)