sábado, 7 de janeiro de 2012
Mal educado
No efervescer das ruas eles
Se machucam por você
Porque não suspende a prece e vai lá agradecer?
Só o fato deles tomarem
O destino em suas mãos...
Não os fazem jovens de má reputação!
Ruim é não esboçar nem espasmo
Viver de corriqueiro marasmo
E ainda ser mal agradecido
Quem é o mal educado?
É muito simples deduzir
Em um combate contra o abuso
Que a reação se manifesta de modo confuso!
Vai deixar que a velhice te corrija até nada restar?
Ainda bem que não estou em seu lugar!
Nem sempre é sábio recuar
Ficar a ver, ouvir e calar!
E não aceitar o que é oferecido
Não te faz mal educado!
Eles tem a iniciativa que nunca te vi ter!
Porque não experimenta desligar a TV?
Assim de camarote poderá presenciar...
A prosperidade pela qual nunca quis se arriscar!
Tolo é deixar ser convencido
A permanecer bem parado
Acusar de longe, além de equivocado...
É bem mal educado!
Caça Níqueis
As pessoas do seu meio
Se agridem com selvageria?
Pois até ontem eu tinha uma seio
De uma mãe que me nutria...
De um afeto abrasador
Que minha garganta visava apertar
Com reciprocidade na ideia de querer deserdar!
Não me peça para fica feliz
Não sou máquina caça níqueis
Eu nunca serei o que você sempre quis
Mãe, você mal sabe o que diz!
As relações em teu joio
Desabam pelo que é ínfimo?
Pequenos ressentimentos
Reviram o melhor do meu íntimo!
Não resumo a minha vida a mera
troca monetária!
Tua turra não condiz com minha faixa etária
Você também se contradiz
Tampouco mede o que faz!
Não pense que é um caça níqueis
Mãe, nem sempre és sagaz...
Mãe, nem sempre é capaz!
Resgate-me
Está acima
De terrenas questões
Encontra a calma
Em ricas superstições
Invade minha alma
Com parábodas emboloradas
Me põe nos trilhos
Dde uma difícil jornada
Aquilo que é certo tem valido alguma coisa?
São dúvidas coesas?
Resgate-me
Do severo sermão
Do dito e não tido
Da falsa impressão
Teus versos acalentam
Muito além de feição
Mesmo que não esboçe
Nenhuma emoção
Afaste-me do raio humano que despenca...
Confabulando desavenças
Eu não ligo para o que dizem
As histórias de nossa origem...
Pare de
Criar miragens...
De especular sobre o que você não sabe!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Rua 14
Na rua estreita
Hades está a espreita
Atrás de mortos em vida
Nunca vi entidade
Tão ovacionada!
Perdi amigos para um bom trago
Estar chapado já não era mal presságio
Daqui você não passa se não pagar pedágio
Nem limpa tua barra com um sorriso largo!
Garoto dos recados!
Guarde alguns trocados!
Financie uns baseados
E ao falar de um sujeito
Não delate seus predicados!
Na rua afoita
Hades tem sua seita
Já deixou tua oferta?
Quem diria que a morte
Seria a dama da festa?
Não existe margem para imprecisão
Poucos não tiveram alguma intimação
Metade já esteve na reabilitação
Recuperando os nervos da detenção!
Dano por narcóticos
Quem sabe um coma alcóolico?
Na travessia dos viciados
Você mesmo acaba
Saindo dela um pouco culpado!
Adeus...
Não foi bom te conhecer.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Sem Mais Ressalvas
Por muito tempo me rendi
E de mim me afastei
O meu orgulho engoli
E do passado eu vivi
A nostalgia era envolvente
Animou o mais descrente
Mas fui em frente...
Hoje encontro o que procuro
Tateando no escuro
E mesmo perdido no percurso
Acredito não estar confuso
Eu vou na linha de frente
Desarmado e contente
Daqui em diante...
Nada será como antigamente
Eu decidi não ser tão deprimente
Cansei de ser o bom menino reticente...
Aprender!
A não mais me ater
E sem mais ressalvas
Poderei crescer
Se eu ficar na curva sinuosa
Partirei de forma onerosa
Serei a risada ruidosa
De novas relações frondosas
Não golpearei meu oponente
Nem me farei de inocente
É evidente...
Vesti a aura do sobrevivente!
Deixei a muito de estar dormente
Tua resposta nunca me foi suficiente...
Conhecer!
E os mesmos deslizes não cometer!
E sem mais ressalvas
Não vou me arrepender
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Mãe, más notícias
Mãe, os anos não foram bons para nós...
Não nos damos bem, quando estamos a sós!
Ainda convivemos sobre o mesmo teto
Mas estamos distantes, sem sair de perto!
Por muito tempo eu mal opinei, só calei...
E foi com você que não mais fantasiei...
E a casa em que cresci
Em meu trabalho transformei
Apenas enfraqueci
E pouco te agradei!
Eu também não te agradeci
Por tudo que muitas vezes não mereci
Quanto a mão que quase levantei
Perdão, muito me constrangi
Mas foi o puro reflexo de tudo que ouvi (não!)
De quando renegou o dia em que eu nasci
Nunca teve a menor ideia do que eu sofri
Não quero estas blandícias
Sabe o que está fazendo?
Sim mãe, são más notícias
Eu te amo mas não te entendo...
Obs: Esse é o último poema de cunho mais pessoal . Vou dar uma pausa nessas temáticas dolorosas para mim. Não foi fácil faze-lo. Não pretendo mais falar sobre meu íntimo, de forma tão direta, pelo menos não tão cedo. Alguns amigos já estão até criticando esse meu "apego ao passado"(está mais presente e vivo do que nunca!)...Mas eu precisava desabafar esse último caso. Não espero que me entendam e nem me importo se não querem entender.(Isso foi ambíguo pra caramba!) Vou voltar com poemas de problemas sociais, que de certa forma tem sim, muito a ver com o que guardo na minha retina e tentar voltar com a roupagem que o Blog tinha em seus primórdios . Até breve leitor.
Não nos damos bem, quando estamos a sós!
Ainda convivemos sobre o mesmo teto
Mas estamos distantes, sem sair de perto!
Por muito tempo eu mal opinei, só calei...
E foi com você que não mais fantasiei...
E a casa em que cresci
Em meu trabalho transformei
Apenas enfraqueci
E pouco te agradei!
Eu também não te agradeci
Por tudo que muitas vezes não mereci
Quanto a mão que quase levantei
Perdão, muito me constrangi
Mas foi o puro reflexo de tudo que ouvi (não!)
De quando renegou o dia em que eu nasci
Nunca teve a menor ideia do que eu sofri
Não quero estas blandícias
Sabe o que está fazendo?
Sim mãe, são más notícias
Eu te amo mas não te entendo...
Obs: Esse é o último poema de cunho mais pessoal . Vou dar uma pausa nessas temáticas dolorosas para mim. Não foi fácil faze-lo. Não pretendo mais falar sobre meu íntimo, de forma tão direta, pelo menos não tão cedo. Alguns amigos já estão até criticando esse meu "apego ao passado"(está mais presente e vivo do que nunca!)...Mas eu precisava desabafar esse último caso. Não espero que me entendam e nem me importo se não querem entender.(Isso foi ambíguo pra caramba!) Vou voltar com poemas de problemas sociais, que de certa forma tem sim, muito a ver com o que guardo na minha retina e tentar voltar com a roupagem que o Blog tinha em seus primórdios . Até breve leitor.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Meu Modo
Eu forjei minha ponte
Sobre as coisas que perdi
Atitude condizente
Junto aos que dizem que cresci
Exercito o desapego
Dou atenção a quem merece
Se constranjo o teu ego
Sei que de vergonha carece...
Ajo do meu modo!
Não aguardo o teu aceite...
Melhor se incomodo!
O teu furor é meu deleite...
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