Um tapa na cara do status Quo!

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Não Tenha Fé Em Mim




Já viu uma mentira repetida
Virar verdade velada?
Foi traída num golpe de vista
No jogo limpo de um vigarista
Não tenha fé em mim
É bom que seja assim
Sou a voz amável
No pior cenário possível
Me expresso por juras rachadas
E emoções despedaçadas
Destilo um papo frívolo
E brilho como ouro de tolo
Não tenha fé em mim
Não sou um querubim
Deixei cair minha máscara
Esculpida em carrara

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Alberto, O soldado calhorda




Raspe a cabeça e limpe a farda
Afogue o estandarte
No sangue da paz armada
Elegeu seu mito
Um monstro com méritos
O defensor de uma família
Sem afetos
Alberto, já fomos amigos
Mas teu menor afago
Guarda grande perigo
Marcha na horda
Do ódio como moda
É tarde e não acorda
Soldado calhorda!
O homem de Deus
Esqueceu a lição
Quando diz que matar pelos seus
É parte da missão
Brande o porrete
Com determinação
Pois é fácil julgar
Quando seu lar
Não fica em uma prisão
Faça o seu trabalho
Como um bom paspalho
E volte para o baralho
Feche os livros
Esconda teus filhos
De teus tiros festivos...
Alberto, já nadaste na merda
Soldado calhorda?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Canção a maria






Como um super homem salvei uma certa maria
Mas que ironia
Ela voltou pro buraco em que era mantida refém
Como discursos decaem...
Nos abusos velados ela se apaixonou
E de mãos dadas ela passeia com seu agressor
Todos os dias ela mentia pra si mesma
Dizia ouvir a razão
Prevaleceu um doentio prazer íntimo
Abriu assim seu coração?
Ela sabia que jamais eu iria julgar
Mas maria,
Por você não vou mais lutar
És ilusão emocional
E derrota na conquista
O ponto final
De meus atos altruístas
Empunhei as armas que você deixou cair
As mesmas que hoje você usa como souvenir
Mergulhei de cabeça em sua vingança
Não condizente com seus olhos de criança
Não me darei ao trabalho
Tampouco farei barulho
Que se cumpra a prenda
Amarre a venda
Pena de morte
Ainda em vida
Cumpra a sentença
Não pagarei sua fiança
Boa sorte Maria
Vai precisar

sábado, 28 de novembro de 2015

Lamúria




Inocência perdida
Em teus desejos doentios
Batinas e estacas
Não ocultam tua excitação fálica
Me excomungue de sua comunhão
Machuca sem deixar arranhão
Tem o pão de cada dia
Tirando de quem não come
Fica a lamber feridas
De mortos em sepulturas sem nome
Por uma onipresença ausente
És passado no presente
Teus livros empoeirados
E armas aquecidas
São banhados em sangue coagulado
E lamúria esquecida
Suma com sua fé lunática
E luta pela paz numa guerra fanática
Amor sinistro
Pode ser ver no outro?