Um tapa na cara do status Quo!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Alberto, O soldado calhorda




Raspe a cabeça e limpe a farda
Afogue o estandarte
No sangue da paz armada
Elegeu seu mito
Um monstro com méritos
O defensor de uma família
Sem afetos
Alberto, já fomos amigos
Mas teu menor afago
Guarda grande perigo
Marcha na horda
Do ódio como moda
É tarde e não acorda
Soldado calhorda!
O homem de Deus
Esqueceu a lição
Quando diz que matar pelos seus
É parte da missão
Brande o porrete
Com determinação
Pois é fácil julgar
Quando seu lar
Não fica em uma prisão
Faça o seu trabalho
Como um bom paspalho
E volte para o baralho
Feche os livros
Esconda teus filhos
De teus tiros festivos...
Alberto, já nadaste na merda
Soldado calhorda?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Canção a maria






Como um super homem salvei uma certa maria
Mas que ironia
Ela voltou pro buraco em que era mantida refém
Como discursos decaem...
Nos abusos velados ela se apaixonou
E de mãos dadas ela passeia com seu agressor
Todos os dias ela mentia pra si mesma
Dizia ouvir a razão
Prevaleceu um doentio prazer íntimo
Abriu assim seu coração?
Ela sabia que jamais eu iria julgar
Mas maria,
Por você não vou mais lutar
És ilusão emocional
E derrota na conquista
O ponto final
De meus atos altruístas
Empunhei as armas que você deixou cair
As mesmas que hoje você usa como souvenir
Mergulhei de cabeça em sua vingança
Não condizente com seus olhos de criança
Não me darei ao trabalho
Tampouco farei barulho
Que se cumpra a prenda
Amarre a venda
Pena de morte
Ainda em vida
Cumpra a sentença
Não pagarei sua fiança
Boa sorte Maria
Vai precisar

sábado, 28 de novembro de 2015

Lamúria




Inocência perdida
Em teus desejos doentios
Batinas e estacas
Não ocultam tua excitação fálica
Me excomungue de sua comunhão
Machuca sem deixar arranhão
Tem o pão de cada dia
Tirando de quem não come
Fica a lamber feridas
De mortos em sepulturas sem nome
Por uma onipresença ausente
És passado no presente
Teus livros empoeirados
E armas aquecidas
São banhados em sangue coagulado
E lamúria esquecida
Suma com sua fé lunática
E luta pela paz numa guerra fanática
Amor sinistro
Pode ser ver no outro?

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Meu amigo secreto


Caro amigo secreto
Eu tenho um segredo
Não tente esconder o rosto
E mascarar seu gesto
De apontar o dedo e julgar
Munido de juízos de valor
Ela não é brinquedo em seu lar
Nem joguete em seu jogo de azar
Você não sabe como é
Fugir de assédio a pé
Não tem seu corpo reprimido
Nem seu útero invadido
Suma com seus desejos perversos
E galanteios asquerosos
Saiba que não é indolor
O encontro com os espinhos de uma flor
Não pense que barba e bigode
Poesia e acordes
Escondem tua peçonha
E te livram da vergonha
Nem freira nem puta
Para além de força bruta
Ela pode escolher
Ressona o poder ser
Força mulher!