Um tapa na cara do status Quo!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Sala de estar


Deve haver lugar melhor que o lar...
Onde não recaia sobre ti outras acusações
Sem mais armadilhas na sala de estar
Ou atores em novas armações
Colecionando martírios
Como bem precioso
É desastre notório
E ciclo vicioso
A bradar delírios
Em pedidos de perdão
É tenso o prelúdio
De medo em solidão
Deve haver alguém para confiar
E mudar tua expressão de descrença
Não deixa o teu rosto enrugar
Nos frios moldes da indiferença...

Hotel Ferrugem


Nestas ruas de subúrbio
Da cidade que não sonha
Da cidade com insônia
Dos quartos de hotel
Apesar das madrugadas
Eu não soube o que fazer
Com a melancolia muda
Das janelas de hospital
Aí você me vem chorando
Me deixando em pedaços
Procurando um abrigo
Eu só digo que não sei...
Se a vida é mesmo um filme
Ou se os filmes são a vida
O que eu quero é uma saída
Não alcanço te mostrar
Que eu também estou perdido
A mais tempo que você
Se eu soubesse a saída
Não iria mais sofrer...
A ferrugem que se instala
Nesses quartos abismais
Essas noites em que se vêem
Como a vida é fugaz


Obs: Essa letra é da banda FLORES RADIOATIVAS, para quem quiser conhecer e acompanhar o cover. Peço desculpas aos rapazes da banda se houver algum erro. 

Devaneio de Estação


Eu não queria mais sondar
Mas ainda vejo o borrão
Com a vergonha a clarear
Mesmo no escuro do porão
Maldisse o meu coração
Queria fazer você ficar
E lhe apontar a direção
Montar contigo um novo lar
Fugir do mundo em depressão
Foi um devaneio de estação
A querela acabou
Já é o fim do verão
Vou ficar com o que sobrou
Dos dias que não mais voltarão...
Dormir sem querer acordar
Sonhei com tua assombração
Difícil é se contentar
Com o que resta de recordação
Nunca aceitei tal condição...

Hector Baunilha e Valcin de Nissin

Olá galera, como foram de virada de ano? Ano novo e porque não um novo alter ego? E com os novos tempos, os primeiros passos a um projeto em que eu, Heitor Matos, juntamente com meu amigo bardo Valcian calixto aproveitamos o louco processo criativo oriundo de problemas conjugais e outros ressentimentos para começar a forjar canções para um futuro blog de nome Bailes, bares, botecos e outros bordéis, construído unicamente para abrigar esses desalentos e mostrar que a música crua de baixo orçamento pode ser interessante. Deixarei aqui no meu Blog,uma pequena demonstração do que você irá encontrar nesse novo bagulho. Segue em anexo as seguintes canções:   As vezes, que acabou por ganhar uma versão corrigida, com letra já postada neste blog, Devaneio de estação, faço de conta, e a homenagem deste que vos fala a uma das maiores bandas do underground piauiense: Meu agradecimento ao Flores Radioativas! Tomara que aceitem de bom grado minha tosca versão de Hotel ferrugem, que deveria voltar a circular na set list de vocês! Fiquem com os links logo abaixo. Basta copiar e colar na URL. Se o servidor 4 shared solicitar, basta fazer o cadastro de e-mail e senha. Rápido e fácil: 

As vezes: http://www.4shared.com/mp3/M1drKdIi/As_vezes-corrigida_0.html

Devaneio de estação: http://www.4shared.com/mp3/4DxGA0fw/Devaneio_de_estao_1.html

Faço de Conta: http://www.4shared.com/mp3/r7n48XRU/Fao_de_Conta_2.html

Hotel ferrugem: http://www.4shared.com/mp3/Sq-jooaZ/Hotel_Ferrugem_3.html

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Garota Paranóica


Ei, há monstros lá fora
Viram o poço de miséria em que você se escondeu...
Eles querem
Te ter agora...
Já se deu conta que teu corpo não é só seu?
Você não escolheu ter
Mais uma noite promíscua no sujo chão
Tem filha para proteger...
Mas sucumbe a escória deste mundo cão!
Nojo do corpo marcado
Fogo no vestido suprimido!
Tem sido aconchegante
Omitir a forte ânsia de morte?
És escrava do prazer alheio!
E o vazio corrompe o teu seio
Teus vícios escondem em vão
Tua beleza em degradação!
Ei, espancam tua porta
Espero que saiba se defender!
Você não é mais quem costumava ser...
Ri e chora para entreter
Não dê a face para bater!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Protetora



Não foram dias fáceis
Mas não direi que foi ruim
A culpa hoje é um fóssil
Encravado em mim
Fiz o meu melhor e ainda assim...
E foi recebendo o golpe da tua punição
Pude sentir o resvalo de uma boa vibração...
Te fazendo feliz
Desafiei a solidão
Você não age como diz
Só reverbera indecisão
Fiz o meu melhor e ainda assim...
Não sei bem o que fazer agora
Sem amor próprio
Nem uma musa inspiradora..
Mas desvendei na decepção
A minha protetora salvação!
Ficou a lição...
Ficaram farpas
Dolorosas marcas
Novos pesadelos
Lesados devaneios
Parcas esperanças
Em velhas desavenças...
Fiz o meu melhor e ainda assim...
Se sou arma em tua mão
Não seja a minha munição...
Se aprecia julgar por intuição
Deleite-se com a minha doce dedução...
Decepção...
Fiz o meu melhor e ainda assim...
És tão inocente
Pega em flagrante!
Foi tão presente
O meu melhor instante!
Fui o verso
Do teu inverso!
Por onde passo
É desfazendo laços...
Fiz o eu melhor e ainda assim...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Pílulas


Riso consentido
Auto aceitação
Amor fabricado
Uma outra dimensão
Palavras dispersas
Pura imaginação
É o soprar da brisa
No olho do furacão!
Desvie minha atenção
Prescreva a solução!
Passe o alívio
Amigo imaginário
Seu aspecto sadio
Sai do receituário
Sintética salvação!
Sem contra indicação!
Leve retardo
Corpo inanimado
Parece apagado
Mesmo acordado!
Prazer assistido
Boa vibração
Mantra embalado
Gostosa alucinação
É teu entusiasmo
A melhor solução
É o que te faz calmo
No apartar da confusão...