Um tapa na cara do status Quo!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Ansiedade




É a composição da comédia
Na fúnebre tragédia
Está em tua rala cortesia
E adorna tua fantasia
Teus logros sentimentais
Rodam em cenas repetidas
De correria convulsiva
E irritação compulsiva
Nervoso ao tombar
Receoso ao acordar
Na gula por obter
Vai bater e correr
Recorrente mal estar
Que não poderá conter
Alicerce da sociedade
Ansiedade...
Resista se puder!
Em noites de insônia
E Alaridos em sintonia
Ela repercute
Regendo tua sinfonia
Na tua busca por ouro
Lhe trouxe falência
Na doença foi o louro
Das extravagâncias
Na pressa pra se livrar
Não perde por esperar
Ela vai te abater
Sem se conter
Impossível expressar
Tamanho pesar
Na base da cidade
Ansiedade...
Reprima se puder!
No amanhã de redenção
Tentará em vão
A mentira comum
É o teu diário desjejum!
Ao pagar a conta
Sobre a pena do poeta
Na mulher discreta
Na reta conduta
Quando pulsam
Todos se curvam
Diante da ansiedade...

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Frustrado




Nos diga
Como é ser orquestrado?
Prossiga
Como é nascer frustrado?
Jovem e tão carcomido
Enlatado e consumido
Na surda afasia
E dormente eutanásia
Plano tão elementar
Num sucesso subliminar
Natimorto na escada rolante
Reage ao som do auto falante
Quem liga?
É bom ser descolado?
Então siga!
Você parece animado!
Tua arrogância gratuita
Tem te causado miopia
Até ensaia volúpia
Numa plástica fisionomia
Teu excesso hedonista
É o que te liberta?
Na vitrine desbota
Ao por a alma em oferta
Sorria, você está sendo filmado...
Em cheque jaz pré datado
Queima de estoque
Brega e chique
Tu exala o fedor
De um autêntico impostor!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Clandestina




Ela
Está em conflito
Ensaia um mudo grito
Sem muito êxito
Ela...deu respostas errantes
Viu o romper de limites
Assustar o seu amante
Nessa vida clandestina
O desejo alivia como morfina
E para um espírito tão ardente
O novo é a chama providente
Tenho dito
Sem meio termo
Nada Prescrito
Ou mais do mesmo...
Ela...
Rasgou a bolha
Tem marcas de batalha
Na pele retalhada
Ela...perde os sentidos
No toque incontido
Do amor consentido
Na tua dança clandestina
Cigana, teu íntimo alucina
Se a tua natureza é louca
Deixe-a rosnar até ficar rouca
Ainda repito
É folga no aperto
A mostra no encoberto
No defeito é concerto
É sonho acordado
Em beijos acalorados
Mulher que aflora
Na pressa do agora
Pode as vezes parecer imprudente
Mas sobre o que quer é bem ciente
Mesmo desatinando a andar na contra mão...
Ainda parece estar repleta de razão...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Entre No Jogo




Tem Mente Opaca
E a carne fraca
Embalado a vácuo
Inofensivo mas fátuo
Nas Regras impostas
Cerceiam as castas
Exibem pelas costas
Tuas vergonhas tácitas
Bati seu retrato
Em meu molde barato
Comprou minha briga
Reluziu minha intriga
Um pouco mais velho
Porem o mesmo paspalho
No auge da raiva
Engasgou na própria saliva
Vai desistir logo
E entrar no Jogo
Descobre no epílogo
Que se prendeu
A um monólogo
É a vez da omissão
E do denso retardo
Pedido de permissão
Calma no absurdo
Usa a melhor esquiva
Manobra evasiva
Ação preventiva
Covardia incisiva
Na frágil reprimenda
Ao mínimo desejo
Tu engole seco
Com fino traquejo
Sujeito sem predicado
Tem o sonho deformado
Um amor enlatado
E amigos inanimados
Como refugo
Vai Entrar no jogo
Vão Negar Afago
E te repelem
Âmago vago