Um tapa na cara do status Quo!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Frustrado




Nos diga
Como é ser orquestrado?
Prossiga
Como é nascer frustrado?
Jovem e tão carcomido
Enlatado e consumido
Na surda afasia
E dormente eutanásia
Plano tão elementar
Num sucesso subliminar
Natimorto na escada rolante
Reage ao som do auto falante
Quem liga?
É bom ser descolado?
Então siga!
Você parece animado!
Tua arrogância gratuita
Tem te causado miopia
Até ensaia volúpia
Numa plástica fisionomia
Teu excesso hedonista
É o que te liberta?
Na vitrine desbota
Ao por a alma em oferta
Sorria, você está sendo filmado...
Em cheque jaz pré datado
Queima de estoque
Brega e chique
Tu exala o fedor
De um autêntico impostor!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Clandestina




Ela
Está em conflito
Ensaia um mudo grito
Sem muito êxito
Ela...deu respostas errantes
Viu o romper de limites
Assustar o seu amante
Nessa vida clandestina
O desejo alivia como morfina
E para um espírito tão ardente
O novo é a chama providente
Tenho dito
Sem meio termo
Nada Prescrito
Ou mais do mesmo...
Ela...
Rasgou a bolha
Tem marcas de batalha
Na pele retalhada
Ela...perde os sentidos
No toque incontido
Do amor consentido
Na tua dança clandestina
Cigana, teu íntimo alucina
Se a tua natureza é louca
Deixe-a rosnar até ficar rouca
Ainda repito
É folga no aperto
A mostra no encoberto
No defeito é concerto
É sonho acordado
Em beijos acalorados
Mulher que aflora
Na pressa do agora
Pode as vezes parecer imprudente
Mas sobre o que quer é bem ciente
Mesmo desatinando a andar na contra mão...
Ainda parece estar repleta de razão...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Entre No Jogo




Tem Mente Opaca
E a carne fraca
Embalado a vácuo
Inofensivo mas fátuo
Nas Regras impostas
Cerceiam as castas
Exibem pelas costas
Tuas vergonhas tácitas
Bati seu retrato
Em meu molde barato
Comprou minha briga
Reluziu minha intriga
Um pouco mais velho
Porem o mesmo paspalho
No auge da raiva
Engasgou na própria saliva
Vai desistir logo
E entrar no Jogo
Descobre no epílogo
Que se prendeu
A um monólogo
É a vez da omissão
E do denso retardo
Pedido de permissão
Calma no absurdo
Usa a melhor esquiva
Manobra evasiva
Ação preventiva
Covardia incisiva
Na frágil reprimenda
Ao mínimo desejo
Tu engole seco
Com fino traquejo
Sujeito sem predicado
Tem o sonho deformado
Um amor enlatado
E amigos inanimados
Como refugo
Vai Entrar no jogo
Vão Negar Afago
E te repelem
Âmago vago

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Nervos de Aço



Desistindo da fuga
Demolindo minha ruga
De preocupação
Nos Verbos que conjuga
Na lábia sem censura sou
A doçura na agressão
Tirei conclusões reveladoras
Nas Ruínas desoladoras
Do meu ser
Fui e voltei do abismo
Com certo eufemismo
Pra melhor abstrair
Me muni de ceticismo
E desabriguei meu próximo
Fui me reconstruir
Neguei meu diagnóstico
Desmascarei o postiço
Digeri o ranço
Que venham os percalços
Tenho nervos de aço!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Na Escuridão




Bem velho amigo...
Pode entender?
Porque espero o perigo
Me atingir sem eu perceber?
Tantos silêncios e indícios
Ainda irá me reconhecer?
Antes iria ao encalço
Hoje só quero esquecer...
Pois sem pesar tirou de mim
A paz que tanto tentei tecer
Eu não quis que fosse assim
Mas não posso interceder
Esta terrível imposição
Escureceu minha visão
Eu mudei na escuridão
E aprendi nessa prisão
E hoje eu digo não
Eu escolho com atenção
É assim que as coisas são
Não vale a pena estender a mão
A quem não quer salvação...
Espero que não me entenda mal
Mas essa frieza que ficou habitual
É a vida, afinal
E resistir ao golpe letal
Nos dignifica no final
É Façanha seminal
E Lembrança matinal
E que seja valente
Mais consciente
E menos aparente
Eu visei a escuridão
Mas me mantive são
Eu obtive a opção
Trilhei minha condição
Piedade virou perdão?
Contemple a reação...