Um tapa na cara do status Quo!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Porta Da Rua






Se engasga no orgulho
Pra no fim rastejar por piedade
Sustenta o absurdo
Por  uma sobrevida sem dignidade
A saída é pelos fundos
E antes limpe esses pés imundos
A porta da rua é serventia
Saia sem fazer gritaria
Drama só trás antipatia
Leve daqui suas teorias
E não ouse mais voltar...
Foi ignorando avisos
Por instinto ou ansiedade
Caiu no primeiro abalo
Pela crença em beijos sem verdade
Agora a passagem é só de ida
É tempo de recaída
A porta da rua é serventia
É um truque sem magia
Terá a sombra como guia
Guarde o que confidencia
E procure outro lugar...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Em Minha Vida





Sei que você ainda guarda carinho

Por pessoas com quem desfrutou o mesmo caminho...

Alguns marcam, outros perecem

Alguns tem mesmo quando não merecem

Todo mundo busca o seu momento

Alguns mais desesperados, outros desatentos...

Vou registrar o meu intento...

Em minha vida

Eu procuro você

O que sei sobre essas memórias?

Que mesmo cravejadas em afetos

No fim serão só Histórias

Passagens deixadas aos netos

O amor que nos põe a prova

É uma proposta que se renova

E isso não é da boca pra fora

Em minha vida

Eu só penso em você

Entre o que se vai e o que permanece

Te dou a esperança redobrada do novo

É você que no fim resplandece...

Em minha vida

Eu preciso de você

domingo, 6 de outubro de 2013

Canção de amor e Tristeza





Quer mas não sai do lugar
Disfarça e procura a quem culpar
Versado na arte de se sabotar
Amarga perder no ato de ganhar...
Ficar na página a virar
Sair pra não poder voltar
Acertar e fracassar
Na memória incomodar
Pra no fim sumir nas cinzas a apagar...
Até diz que não vai se equivocar
Mas em  teus planos vai se sufocar
O medo irá te salvaguardar
E nas sombras vai se aninhar
Do castigo vai desdenhar
E de si mesmo vai zombar
Animar e se frustrar
louvar e lastimar
Pra no fim ter mais um fardo pra arrastar...

Reativando

Nossa! Quanto tempo se passou desde o último poema? Desde o último acorde triste? Desde a última cena de drama gratuito? Desde o último protesto? Estava com saudade disso aqui. É uma pena que a vida atribulada não me permitirá estar postando como gostaria. Mas na medida do possível postarei coisas novas nesse espaço. Quero voltar a fazer resenhas de discos. tenho um plano audacioso de colocar as 50 músicas e os 50 discos mais marcantes da minha vida. Vamos ver no que isso vai dar. Acompanhem agora um poema feito em homenagem a aqueles que amam passionalmente. Até a próxima.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Eu Não Vou Correr mais




Cantei sobre o homem
De olhar atravessado
E me vi refletido
Em seu lamento embaçado
O acorde é triste
A frieza incide
Na dor resiste
Mas sem revide...
Desprezei os avisos
E por puro egoísmo
Deixei amigos ávidos
E pernoitei no abismo
Desistir dos ideais
É Morrer em mil funerais!
Seria fácil demais...
Eu não vou correr mais!
Vou procurar no mais simples gesto
O vento mais favorável
Sair do cômodo protesto
Ser  infalível sobre o implacável
Eu não vou correr mais!
Voltei as origens
Em passos erradios
Sofri com miragens
E pecados movediços
Mas é passado
Jaz abatido
Mal transpassado
Mantra repelido
Tenho meu ás
Eu não vou correr mais

domingo, 6 de janeiro de 2013

Sala de estar


Deve haver lugar melhor que o lar...
Onde não recaia sobre ti outras acusações
Sem mais armadilhas na sala de estar
Ou atores em novas armações
Colecionando martírios
Como bem precioso
É desastre notório
E ciclo vicioso
A bradar delírios
Em pedidos de perdão
É tenso o prelúdio
De medo em solidão
Deve haver alguém para confiar
E mudar tua expressão de descrença
Não deixa o teu rosto enrugar
Nos frios moldes da indiferença...

Hotel Ferrugem


Nestas ruas de subúrbio
Da cidade que não sonha
Da cidade com insônia
Dos quartos de hotel
Apesar das madrugadas
Eu não soube o que fazer
Com a melancolia muda
Das janelas de hospital
Aí você me vem chorando
Me deixando em pedaços
Procurando um abrigo
Eu só digo que não sei...
Se a vida é mesmo um filme
Ou se os filmes são a vida
O que eu quero é uma saída
Não alcanço te mostrar
Que eu também estou perdido
A mais tempo que você
Se eu soubesse a saída
Não iria mais sofrer...
A ferrugem que se instala
Nesses quartos abismais
Essas noites em que se vêem
Como a vida é fugaz


Obs: Essa letra é da banda FLORES RADIOATIVAS, para quem quiser conhecer e acompanhar o cover. Peço desculpas aos rapazes da banda se houver algum erro.