Um tapa na cara do status Quo!

domingo, 6 de outubro de 2013

Canção de amor e Tristeza





Quer mas não sai do lugar
Disfarça e procura a quem culpar
Versado na arte de se sabotar
Amarga perder no ato de ganhar...
Ficar na página a virar
Sair pra não poder voltar
Acertar e fracassar
Na memória incomodar
Pra no fim sumir nas cinzas a apagar...
Até diz que não vai se equivocar
Mas em  teus planos vai se sufocar
O medo irá te salvaguardar
E nas sombras vai se aninhar
Do castigo vai desdenhar
E de si mesmo vai zombar
Animar e se frustrar
louvar e lastimar
Pra no fim ter mais um fardo pra arrastar...

Reativando

Nossa! Quanto tempo se passou desde o último poema? Desde o último acorde triste? Desde a última cena de drama gratuito? Desde o último protesto? Estava com saudade disso aqui. É uma pena que a vida atribulada não me permitirá estar postando como gostaria. Mas na medida do possível postarei coisas novas nesse espaço. Quero voltar a fazer resenhas de discos. tenho um plano audacioso de colocar as 50 músicas e os 50 discos mais marcantes da minha vida. Vamos ver no que isso vai dar. Acompanhem agora um poema feito em homenagem a aqueles que amam passionalmente. Até a próxima.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Eu Não Vou Correr mais




Cantei sobre o homem
De olhar atravessado
E me vi refletido
Em seu lamento embaçado
O acorde é triste
A frieza incide
Na dor resiste
Mas sem revide...
Desprezei os avisos
E por puro egoísmo
Deixei amigos ávidos
E pernoitei no abismo
Desistir dos ideais
É Morrer em mil funerais!
Seria fácil demais...
Eu não vou correr mais!
Vou procurar no mais simples gesto
O vento mais favorável
Sair do cômodo protesto
Ser  infalível sobre o implacável
Eu não vou correr mais!
Voltei as origens
Em passos erradios
Sofri com miragens
E pecados movediços
Mas é passado
Jaz abatido
Mal transpassado
Mantra repelido
Tenho meu ás
Eu não vou correr mais

domingo, 6 de janeiro de 2013

Sala de estar


Deve haver lugar melhor que o lar...
Onde não recaia sobre ti outras acusações
Sem mais armadilhas na sala de estar
Ou atores em novas armações
Colecionando martírios
Como bem precioso
É desastre notório
E ciclo vicioso
A bradar delírios
Em pedidos de perdão
É tenso o prelúdio
De medo em solidão
Deve haver alguém para confiar
E mudar tua expressão de descrença
Não deixa o teu rosto enrugar
Nos frios moldes da indiferença...

Hotel Ferrugem


Nestas ruas de subúrbio
Da cidade que não sonha
Da cidade com insônia
Dos quartos de hotel
Apesar das madrugadas
Eu não soube o que fazer
Com a melancolia muda
Das janelas de hospital
Aí você me vem chorando
Me deixando em pedaços
Procurando um abrigo
Eu só digo que não sei...
Se a vida é mesmo um filme
Ou se os filmes são a vida
O que eu quero é uma saída
Não alcanço te mostrar
Que eu também estou perdido
A mais tempo que você
Se eu soubesse a saída
Não iria mais sofrer...
A ferrugem que se instala
Nesses quartos abismais
Essas noites em que se vêem
Como a vida é fugaz


Obs: Essa letra é da banda FLORES RADIOATIVAS, para quem quiser conhecer e acompanhar o cover. Peço desculpas aos rapazes da banda se houver algum erro. 

Devaneio de Estação


Eu não queria mais sondar
Mas ainda vejo o borrão
Com a vergonha a clarear
Mesmo no escuro do porão
Maldisse o meu coração
Queria fazer você ficar
E lhe apontar a direção
Montar contigo um novo lar
Fugir do mundo em depressão
Foi um devaneio de estação
A querela acabou
Já é o fim do verão
Vou ficar com o que sobrou
Dos dias que não mais voltarão...
Dormir sem querer acordar
Sonhei com tua assombração
Difícil é se contentar
Com o que resta de recordação
Nunca aceitei tal condição...

Hector Baunilha e Valcin de Nissin

Olá galera, como foram de virada de ano? Ano novo e porque não um novo alter ego? E com os novos tempos, os primeiros passos a um projeto em que eu, Heitor Matos, juntamente com meu amigo bardo Valcian calixto aproveitamos o louco processo criativo oriundo de problemas conjugais e outros ressentimentos para começar a forjar canções para um futuro blog de nome Bailes, bares, botecos e outros bordéis, construído unicamente para abrigar esses desalentos e mostrar que a música crua de baixo orçamento pode ser interessante. Deixarei aqui no meu Blog,uma pequena demonstração do que você irá encontrar nesse novo bagulho. Segue em anexo as seguintes canções:   As vezes, que acabou por ganhar uma versão corrigida, com letra já postada neste blog, Devaneio de estação, faço de conta, e a homenagem deste que vos fala a uma das maiores bandas do underground piauiense: Meu agradecimento ao Flores Radioativas! Tomara que aceitem de bom grado minha tosca versão de Hotel ferrugem, que deveria voltar a circular na set list de vocês! Fiquem com os links logo abaixo. Basta copiar e colar na URL. Se o servidor 4 shared solicitar, basta fazer o cadastro de e-mail e senha. Rápido e fácil: 

As vezes: http://www.4shared.com/mp3/M1drKdIi/As_vezes-corrigida_0.html

Devaneio de estação: http://www.4shared.com/mp3/4DxGA0fw/Devaneio_de_estao_1.html

Faço de Conta: http://www.4shared.com/mp3/r7n48XRU/Fao_de_Conta_2.html

Hotel ferrugem: http://www.4shared.com/mp3/Sq-jooaZ/Hotel_Ferrugem_3.html