Um tapa na cara do status Quo!

domingo, 4 de setembro de 2011

Epílogo


Que ligação sublime
Doçura que derrama
Se houve algum crime
Não há perdão para quem ama?
De uma lágrima a uma estima...
Todo prólogo tem seu epílogo
Seu pai se viu em apuros
Mas sempre te deu reconforto
Mesmo com a mente no escuro
De um suicídio absorto
Para quem aprende ou ensina
Todo prólogo tem seu epílogo
Se há resposta
Porque não a atesta?
Acha que não aguenta?
Se permita
A mudar sua condição
E se ele precisar...
Dê a ele seu perdão!
De onde ele estiver
Vai balbuciar e exortar
E para tudo o que vier
Terá no que se apoiar
Do fraco ao todo poderoso
Todo prólogo tem seu epílogo
Se há resposta
Nas linhas de uma carta
Que tal ver do que se trata?
Para a luz ele te chama
E tuas dúvidas ele sana
Para ter a paz...que exclama!

sábado, 27 de agosto de 2011

Definhando


Na fria noite
Um silêncio de morte
A angústia vem forte
E não há quem se importe
Em seu profano encanto
Me enganei por um momento...
O que era incontido
Hoje sopra gelado
Feliz eu teria sido?
Se não tivesse te encontrado?
O que ganhou mentindo?
Uma reprise do passado?
Vínculos rompidos
Estou definhando
Tenho me esquecido
Estive me enganando!
Ainda que perdido
Ainda estava procurando!
E totalmente abatido
Pensei ter conseguido
Descansar do teu lado...
Posso até ser pedante
Te fazendo serpente
Mas tu me fez prudente
E um amigo distante
O homem antes confiante
Sobrevive dormente!
Durmo ressentido
Acordo definhando!
Tenho me convencido
A acertar errando!
É tão sem sentido
Fingir estar sonhando
Após tu ler o meu recado
Espero livre estar deste fardo

Que é amar sem ser amado!


Esquizofrênica







No furor de uma recaída
Ela construiu... uma saída!
É como apagar o que é recente
E fazer de um caco, um bom presente!
Já tentaste dar um sentido a tua existência?
Nunca sentiu-se refém de metas e exigências
Enquanto cultua uma asneira dinâmica!
Vive sem vontade em uma lucidez anêmica!
A mensagem de alforria
Não é motivo de alegria?
Você fez dela o que queria
A tua cria, só te copia!
Agora tu sofre com ameaças
As ordens caem, com a mordaça!
A violência é o que alivia
Tudo que o riso, não te dizia!
Já procurou captar o melhor da tua essência?
Sem estar preocupado em alegar culpa ou inocência?
Enquanto busca fugir de polêmicas
Repousa na loucura a eloquência!

Você e Eu


Homogêneos
Egocêntricos
Tão Polêmicos
Quanto Políticos
Até parecidos
Bem convencidos
Pouco educados
E de um humor comedido...
É o merecido
Quem tem conseguido?
Sou o ofertado
Teu amargo pecado

Vai lamentar ter nascido!

Você e Eu! Tão resolvidos!
Tu me completa
Sou quem te infecta
O puro conflito
O grito aflito
Você e Eu!
Eu e você!
Exagerados!
E exibidos!
Somos destinados
Mas desunidos!
De nossos corações
Jorram corrupções
Como a concepção 
De não ser criação...
Tem algo errado
Isso foi programado?
Eu sou teu fardo
Tu és meu tom pálido...
Você e Eu! Tão polidos!
Porque me afeta
Se nada importa?
Vertemos o podre hálito 
De um ultimato
Eu e você
Você e Eu!
Entendi, a muito custo
A razão de estarmos juntos...
Somos o equilíbrio justo
O susto e o surto!

domingo, 26 de junho de 2011

Decepção


O seu intenso olhar felino
Me fez perder de modo indigno...
E o que parecia pleno era
Alucinação de seu veneno...
Por favor, morra em minha cabeça!
Rápido! antes que eu enlouqueça!
Percebi de antemão
Mas te perder não era opção
Agora não quero esta recordação...
O que antes era tão tenro
Hoje me apodrece por dentro...
E não entendi cedo que você
Era como a cura em um placebo...
Por favor, cortem minha cabeça!
Talvez assim eu esqueça!
Percebi de antemão!
Esta irreversível degradação!
Agora não quero esta recordação...
Decepção!

Silêncio




Tenho te visto tão sozinha
Acuada sobre as grades dessa rinha
Procura no desconhecido
O carinho que parece nunca ter tido
Mas...
Mesmo no escuro a tatear
Você pôde me ensinar
Que no silêncio,
O lance é rir e acenar
Mesmo com o  mal a se insinuar
E do seu lado cochilar
Em silêncio, irá se encontrar!
A beleza que traçou as suas linhas
Não esconde a tristeza que em ti se anima
Nem os amigos tem te ouvido
São surdos aos gritos
De um coração tão graúdo?
Mas...
Mesmo quando parece fraquejar
Você vem me contar da boa nova...
Que é recomeçar!
Mesmo se a confiança acabar
Ou seus vínculos quebrar
Em silêncio, sei que vai superar!
Mesmo com a agonia impregnada em sua fronte...
Ainda que pareça cada vez mais distante...
Eu cego diante de tua imponente
Aura brilhante!



Esse é pra vc gabi. =)

Pequena nota 2


Olá pessoal, será se sentiram a minha falta?
Hoje eu nem estou a fim de ser rude como de costume. Ando meio cansado até para parecer grosso. Talvez nas férias, com a pilhas recarregadas...quem sabe. Estou de volta para vos dizer quatro avisos: Tive muitos contratempos nos últimos tempos e percebi que neles é que minha inspiração para escrever se nutre, então prefiro exercitar o meu cérebro nesses momentos. Não é que eu não consiga fazer um bom poema quando estou feliz, a questão é que eu ainda não me sinto a vontade para escrever sobre as cores, a alegria de viver, sem que isto pareça extremamente ridículo, entende? Este tabu um dia cairá... ou talvez eu não queira mesmo que ele caia... A segunda coisa é mais a título de informação. A meus fiéis leitores, um pequeno presente: Dois poemas na íntegra, sendo que um é uma singela homenagem a minha amiga Gabi, como havia prometido. Ela tem uma história de vida massa e resolvi retratar um pouco da minha convivência com ela. Espero que ela goste. Se ela não gostar...bem, eu tentei né? paciência....kkkkkk. Tomei as tarjas pretas hoje. Por isso estou tão calmo...hahahaha. O segundo poema entra no terceiro aviso, que visa algo meio ambicioso. Comecei a pensar em fazer isso a uns dias atrás. Vou criar 11 ou 12 poemas conceituais sobre a história de um garoto que não consegue entender o mundo e seus sentimentos para com os outros que o cercam. O primeiro poema inclusive, é uma das minhas poucas tentativas de falar de amor, e ainda assim ficou meio pesado, meio Horror Show...Esse é meu estilo de escrita, espero que vocês compreendam. Quem sabe este não é o início de um futuro álbum solo? hahahaha. Talvez um dia essa profecia se realize. E a quarta novidade diz respeito a volta das resenhas de discos. Até agora só fiz uma de um álbum do Social Distortion. Quando minhas férias começarem, prometo que volto ao projeto.
Bem, por enquanto é isso. 

Aproveitem bastante.