Um tapa na cara do status Quo!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Estilhaços



Aos cacos
Estirado
O teu espírito é como um favo
Do mais grosso pecado
Tão afiado...

Aos trancos
Avariado
Quando algo é quebrado
Por menor que seja o pedaço
Ficam Estilhaços
Espasmos
Solavancos
É o medo vindo a seu encontro
E no teu farto pranto
Sobra desacato
Tão mudo
Devastado
Se debate no lodo
De mentiras com respaldo
Que fardo pesado...
Apagando lentamente
Como cinzas de cigarro
Sufocado pelo não dito
Preso ao pigarro
Permite que o inimigo
Se acomode do seu lado
O desgosto é palanque
Que lhe dá respaldo...

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Caso Perdido




Pode me atender?
Eu não vou demorar
É tudo ou nada
Não me faça implorar
Sou narcisista
E tolo dramalhão
Neurótico especialista
Em difamação!
Gosto de estar por um fio
Sou bêbado quando sóbrio
Fora de controle
Sou açoite que repele
Tenho convencido
Que sou caso perdido!
Eu me prego peças
E conspiro contra mim
Por melhor que pareça
Meu aspecto é ruim
É mesmo normal
Estar de corpo presente
Nesse enredo habitual
Sou piada indecente
Tenho o tom arredio
Fruto de meu humor dúbio
É bom que colabore
Ou cospe ou engole
Tão alienado
Um caso perdido!
Parece estar se enchendo?
Eu já estou explodindo!

Vítimas das Circunstâncias




Feliz por ser um peão nessa terra de ninguém?
Em que não importa o que se faz
Mas o que se tem...
Tudo tem seu prazo
Em contratos de desprezo
Minhas condolências
As vitimas das circunstâncias
Embalsamados em latência...
As melhores facetas são de sua autoria
Assume papeis de grande bilheteria
Gosto de ganância
Traição com eloquência
Minhas reminiscências
As vítimas das circunstâncias
Enterradas em dormência...
Bem por estar de volta ao ponto de partida
Contente com mais uma agridoce recaída?
Raivosa renuncia
Silenciosa denuncia
Minha irreverência
As vitimas das circunstâncias
Tapeadas com recorrência!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Porta Da Rua






Se engasga no orgulho
Pra no fim rastejar por piedade
Sustenta o absurdo
Por  uma sobrevida sem dignidade
A saída é pelos fundos
E antes limpe esses pés imundos
A porta da rua é serventia
Saia sem fazer gritaria
Drama só trás antipatia
Leve daqui suas teorias
E não ouse mais voltar...
Foi ignorando avisos
Por instinto ou ansiedade
Caiu no primeiro abalo
Pela crença em beijos sem verdade
Agora a passagem é só de ida
É tempo de recaída
A porta da rua é serventia
É um truque sem magia
Terá a sombra como guia
Guarde o que confidencia
E procure outro lugar...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Em Minha Vida





Sei que você ainda guarda carinho

Por pessoas com quem desfrutou o mesmo caminho...

Alguns marcam, outros perecem

Alguns tem mesmo quando não merecem

Todo mundo busca o seu momento

Alguns mais desesperados, outros desatentos...

Vou registrar o meu intento...

Em minha vida

Eu procuro você

O que sei sobre essas memórias?

Que mesmo cravejadas em afetos

No fim serão só Histórias

Passagens deixadas aos netos

O amor que nos põe a prova

É uma proposta que se renova

E isso não é da boca pra fora

Em minha vida

Eu só penso em você

Entre o que se vai e o que permanece

Te dou a esperança redobrada do novo

É você que no fim resplandece...

Em minha vida

Eu preciso de você

domingo, 6 de outubro de 2013

Canção de amor e Tristeza





Quer mas não sai do lugar
Disfarça e procura a quem culpar
Versado na arte de se sabotar
Amarga perder no ato de ganhar...
Ficar na página a virar
Sair pra não poder voltar
Acertar e fracassar
Na memória incomodar
Pra no fim sumir nas cinzas a apagar...
Até diz que não vai se equivocar
Mas em  teus planos vai se sufocar
O medo irá te salvaguardar
E nas sombras vai se aninhar
Do castigo vai desdenhar
E de si mesmo vai zombar
Animar e se frustrar
louvar e lastimar
Pra no fim ter mais um fardo pra arrastar...

Reativando

Nossa! Quanto tempo se passou desde o último poema? Desde o último acorde triste? Desde a última cena de drama gratuito? Desde o último protesto? Estava com saudade disso aqui. É uma pena que a vida atribulada não me permitirá estar postando como gostaria. Mas na medida do possível postarei coisas novas nesse espaço. Quero voltar a fazer resenhas de discos. tenho um plano audacioso de colocar as 50 músicas e os 50 discos mais marcantes da minha vida. Vamos ver no que isso vai dar. Acompanhem agora um poema feito em homenagem a aqueles que amam passionalmente. Até a próxima.