Um tapa na cara do status Quo!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Homem de Negócios




É polindo tua grandeza
Que expõe tua fraqueza
Trajar a avareza
Não te faz da realeza
És homem de negócios
Ou placa de anúncios?
Tosco resquício
Desse falido hospício
O reverbero humano
É perecer insano?
Tolo artifício
Mal presságio
Gozo fictício
É o truque propício
E caro benefício
Exibe satisfeito
Demasiado desgosto
O que lhe é bonito
É velho e decrepito
Guarda seus remorsos
Como brilhantes espólios
Troca o lúdico
Pelo fatídico
Afirma fazer planos...
Inequívoco engano
Vil ofício
Doce ludibrio
Vazio auspício
És malévolo indício
E Empurrão no precipício...

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Cianeto




Sobre os olhares depravados
Este desnaturado cresceu
Exemplo de filho deserdado
Faz do declínio o apogeu
Criança sem jeito
Menino ingrato
Como podre fruto
És talento nato
Recusa o fato
De que é melhor morto
És reto quando torto
Vai exalando Cianeto!
Ser confinado a uma mente claustrofóbica
É detenção com truculência
É como ter uma arma contra a nuca
Com certa recorrência...
Até o bom sujeito
Parece suspeito
Falta com o respeito
E deixa fio solto
Asno quando astuto
Calmo quando puto
Amor sem intento
Beijo com Cianeto!
Marcha com voraz paixão
Para a auto destruição
Conduz sua atuação
Por um roteiro de contradição...
Cospe no prato
Desfigura conceito
É a sombra no vulto
Do ultimo ato
Ódio no rosto
Belo defeito
Trato desfeito
Coração de Cianeto!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Sem Orgulho




Não importa se tu goza
De grande reputação
Vão te por de joelhos
Sem direito a reação
Irá apanhar
Antes que possa revidar
Pelas mãos de um zé ninguém
Vindo de lugar nenhum
Vai mordiscar as sobras
Com faminta resignação
E se alojar na penumbra
Máxima precaução
Engole tua honra
Morra sem fazer barulho
És o escolhido
O homem sem orgulho
Saber o que quer
Não implica no que vai ter
Fará o que puder
E mal ficará de pé
Marcas permanentes
Não te fazem altivo
A dor é benevolente
Por te manter vivo
Vão te abafar
Antes que possa dizer
Vai parar pra orar
E pragas irão te benzer
Fez da própria História
Páginas de ato falho
És canção a escória
Homem sem orgulho

Estilhaços



Aos cacos
Estirado
O teu espírito é como um favo
Do mais grosso pecado
Tão afiado...

Aos trancos
Avariado
Quando algo é quebrado
Por menor que seja o pedaço
Ficam Estilhaços
Espasmos
Solavancos
É o medo vindo a seu encontro
E no teu farto pranto
Sobra desacato
Tão mudo
Devastado
Se debate no lodo
De mentiras com respaldo
Que fardo pesado...
Apagando lentamente
Como cinzas de cigarro
Sufocado pelo não dito
Preso ao pigarro
Permite que o inimigo
Se acomode do seu lado
O desgosto é palanque
Que lhe dá respaldo...

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Caso Perdido




Pode me atender?
Eu não vou demorar
É tudo ou nada
Não me faça implorar
Sou narcisista
E tolo dramalhão
Neurótico especialista
Em difamação!
Gosto de estar por um fio
Sou bêbado quando sóbrio
Fora de controle
Sou açoite que repele
Tenho convencido
Que sou caso perdido!
Eu me prego peças
E conspiro contra mim
Por melhor que pareça
Meu aspecto é ruim
É mesmo normal
Estar de corpo presente
Nesse enredo habitual
Sou piada indecente
Tenho o tom arredio
Fruto de meu humor dúbio
É bom que colabore
Ou cospe ou engole
Tão alienado
Um caso perdido!
Parece estar se enchendo?
Eu já estou explodindo!

Vítimas das Circunstâncias




Feliz por ser um peão nessa terra de ninguém?
Em que não importa o que se faz
Mas o que se tem...
Tudo tem seu prazo
Em contratos de desprezo
Minhas condolências
As vitimas das circunstâncias
Embalsamados em latência...
As melhores facetas são de sua autoria
Assume papeis de grande bilheteria
Gosto de ganância
Traição com eloquência
Minhas reminiscências
As vítimas das circunstâncias
Enterradas em dormência...
Bem por estar de volta ao ponto de partida
Contente com mais uma agridoce recaída?
Raivosa renuncia
Silenciosa denuncia
Minha irreverência
As vitimas das circunstâncias
Tapeadas com recorrência!