domingo, 6 de janeiro de 2013
Devaneio de Estação
Eu não queria mais sondar
Mas ainda vejo o borrão
Com a vergonha a clarear
Mesmo no escuro do porão
Maldisse o meu coração
Queria fazer você ficar
E lhe apontar a direção
Montar contigo um novo lar
Fugir do mundo em depressão
Foi um devaneio de estação
A querela acabou
Já é o fim do verão
Vou ficar com o que sobrou
Dos dias que não mais voltarão...
Dormir sem querer acordar
Sonhei com tua assombração
Difícil é se contentar
Com o que resta de recordação
Nunca aceitei tal condição...
Hector Baunilha e Valcin de Nissin
Olá galera, como foram de virada de ano? Ano novo e porque não um novo alter ego? E com os novos tempos, os primeiros passos a um projeto em que eu, Heitor Matos, juntamente com meu amigo bardo Valcian calixto aproveitamos o louco processo criativo oriundo de problemas conjugais e outros ressentimentos para começar a forjar canções para um futuro blog de nome Bailes, bares, botecos e outros bordéis, construído unicamente para abrigar esses desalentos e mostrar que a música crua de baixo orçamento pode ser interessante. Deixarei aqui no meu Blog,uma pequena demonstração do que você irá encontrar nesse novo bagulho. Segue em anexo as seguintes canções: As vezes, que acabou por ganhar uma versão corrigida, com letra já postada neste blog, Devaneio de estação, faço de conta, e a homenagem deste que vos fala a uma das maiores bandas do underground piauiense: Meu agradecimento ao Flores Radioativas! Tomara que aceitem de bom grado minha tosca versão de Hotel ferrugem, que deveria voltar a circular na set list de vocês! Fiquem com os links logo abaixo. Basta copiar e colar na URL. Se o servidor 4 shared solicitar, basta fazer o cadastro de e-mail e senha. Rápido e fácil:
As vezes: http://www.4shared.com/mp3/M1drKdIi/As_vezes-corrigida_0.html
Devaneio de estação: http://www.4shared.com/mp3/4DxGA0fw/Devaneio_de_estao_1.html
Faço de Conta: http://www.4shared.com/mp3/r7n48XRU/Fao_de_Conta_2.html
Hotel ferrugem: http://www.4shared.com/mp3/Sq-jooaZ/Hotel_Ferrugem_3.html
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Garota Paranóica
Ei, há monstros lá fora
Viram o poço de miséria em que você se escondeu...
Eles querem
Te ter agora...
Já se deu conta que teu corpo não é só seu?
Você não escolheu ter
Mais uma noite promíscua no sujo chão
Tem filha para proteger...
Mas sucumbe a escória deste mundo cão!
Nojo do corpo marcado
Fogo no vestido suprimido!
Tem sido aconchegante
Omitir a forte ânsia de morte?
És escrava do prazer alheio!
E o vazio corrompe o teu seio
Teus vícios escondem em vão
Tua beleza em degradação!
Ei, espancam tua porta
Espero que saiba se defender!
Você não é mais quem costumava ser...
Ri e chora para entreter
Não dê a face para bater!
domingo, 30 de dezembro de 2012
Protetora
Não foram dias fáceis
Mas não direi que foi ruim
A culpa hoje é um fóssil
Encravado em mim
Fiz o meu melhor e ainda assim...
E foi recebendo o golpe da tua punição
Pude sentir o resvalo de uma boa vibração...
Te fazendo feliz
Desafiei a solidão
Você não age como diz
Só reverbera indecisão
Fiz o meu melhor e ainda assim...
Não sei bem o que fazer agora
Sem amor próprio
Nem uma musa inspiradora..
Mas desvendei na decepção
A minha protetora salvação!
Ficou a lição...
Ficaram farpas
Dolorosas marcas
Novos pesadelos
Lesados devaneios
Parcas esperanças
Em velhas desavenças...
Fiz o meu melhor e ainda assim...
Se sou arma em tua mão
Não seja a minha munição...
Se aprecia julgar por intuição
Deleite-se com a minha doce dedução...
Decepção...
Fiz o meu melhor e ainda assim...
És tão inocente
Pega em flagrante!
Foi tão presente
O meu melhor instante!
Fui o verso
Do teu inverso!
Por onde passo
É desfazendo laços...
Fiz o eu melhor e ainda assim...
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Pílulas
Riso consentido
Auto aceitação
Amor fabricado
Uma outra dimensão
Palavras dispersas
Pura imaginação
É o soprar da brisa
No olho do furacão!
Desvie minha atenção
Prescreva a solução!
Passe o alívio
Amigo imaginário
Seu aspecto sadio
Sai do receituário
Sintética salvação!
Sem contra indicação!
Leve retardo
Corpo inanimado
Parece apagado
Mesmo acordado!
Prazer assistido
Boa vibração
Mantra embalado
Gostosa alucinação
É teu entusiasmo
A melhor solução
É o que te faz calmo
No apartar da confusão...
domingo, 23 de dezembro de 2012
Rei Do Ringue
Liguem os holofotes
Vou passar
Eu sou o golpe de sorte
Não vou fracassar
A alma inflama
Nos punhos em chama
A vitória certa
Então emana
Estou tão seguro de mim
Eu nunca agi assim
Durão demais para cair
Sigo decidido a persistir
Estou por cima!
Sou o rei do ringue
Quando o gongo soou
O jogo mudou
E meu rival se agigantou
Sobre a sombra do seu vigor
Morri nos momentos de terror
Até me mantive em pé
Mas perdi a fé
Senti o sangue e o dissabor
E nos espasmos de dor
Espancou meu status quo!
É o trauma
Do rei do ringue!
Estou contra as cordas
Quase em coma
Como o rei de roma
Passou tamanha vergonha
E beijou a lona?
Nem no meu pior pesadelo
Me imaginei fazendo apelo
Ele parece prever o que vou fazer
Antes que eu possa correr!
Volte pra casa!
Não quebre meus ossos
Onde estão seus modos?
És fruto do meu medo
Minha mente já perdeu mais cedo!
Fim em si mesmo
Adeus rei do ringue...
Sobreviver
Porque está possessa?
Viver é folia desvairada
O que te leva ao sucesso
Pode não significar nada
Você diz ter noção
Parece conhecer atalhos
Mas troca os pés pelas mãos
Como um bom trocadilho
Se tem tão pouco a oferecer
O que lhe sobra para perder?
Não fique aí a remoer
Se não fez por onde merecer...
Vá sobreviver
E deixar sua marca...
Não volte se vai dizer
A si mesma que é fraca!
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